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Exposição destaca a biodiversidade de arquipélago da orla oceânica do Rio de Janeiro

Os moradores do Rio de Janeiro e os milhares de visitantes que a cidade recebe neste feriado da Semana Santa podem aproveitar para conhecer a rica biodiversidade de um patrimônio ambiental da orla oceânica carioca: as Ilhas Cagarras. Iniciativa do projeto Ilhas do Rio, da ONG Instituto Mar Adentro, a exposição interativa sobre o arquipélago está aberta ao público até o próximo domingo (5), no Forte de Copacabana, na zona sul da cidade.

A mostra comemora os cinco anos de criação do Monumento Natural das Ilhas Cagarras (MoNa Cagarras), que além das quatro ilhas ilhas situadas a cinco quilômetros do mar de Ipanema – Cagarra, Comprida, Palmas e Redonda, incorporou recentemente as ilhas Rasa, Maricás e Tijucas, estas últimas defronte à praia da Barra. Os visitantes podem ver 80 fotos exclusivas, tiradas durante o trabalho de campo realizado pelos pesquisadores do projeto, que tem como principal objetivo fornecer dados científicos para a elaboração do Plano de Manejo do monumento natural.

De acordo com a educadora ambiental Flávia Brasil, que integra o projeto, o plano de manejo está sendo elaborado pelo conselho consultivo do MoNa Cagarras, em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio). “Pesquisadores do Ilhas do Rio fazem parte desse conselho, e a previsão é que o plano de manejo seja finalizado ainda no ano de 2015”, diz. O MoNa Cagarras tem como principal ameaça à sua biodiversidade a poluição das águas provenientes da Baía de Guanabara.

Também fazem parte da exposição cerca de 40 exemplares de peixes, invertebrados marinhos, répteis e anfíbios (conservados em álcool), conchas e corais secos e amostras empalhadas de aves que fazem das Cagarras seu habitat, como fragata, pinguim e urubu. Uma grande maquete do arquipélago e aquarelas do pintor Pedro Pagnoncelli complementam a mostra.
“É uma oportunidade para mostrarmos o que a gente encontra nas Cagarras. Essas ilhas ficam tão próximas da gente, mas pouquíssimo se sabe a respeito da biodiversidade delas”, destaca Flávia Brasil. “No alto da Ilha Redonda, foram descobertos artefatos indígenas. Provavelmente, eram de tupi-guaranis, que usaram a ilha por algum motivo que a gente ainda não sabe”, conta.

Neste ano em que se comemoram os 450 anos da cidade, o projeto Ilhas do Rio planeja realizar uma outra exposição, em outubro, em local ainda não definido. Ao longo do ano, pequenas exposições itinerantes são realizadas em escolas e eventos, levadas por um caminhão do projeto preparado especialmente para esta finalidade. “É uma pequena amostra do nosso acervo de fotos e coleção zoológica”, diz Flávia.

A exposição do projeto Ilhas do Rio pode ser vista até domingo das 10h às 18h. Os ingressos para o forte, localizado no Posto 6, no final da Praia de Copacabana, custam R$ 6, a inteira. Pessoas acima de 60 anos, estudantes e professores das redes municipal, estadual e federal pagam R$ 3. A entrada é grátis para militares, dependentes, maiores de 80 anos, grupos agendados e menores de 10 anos.

Agência Brasil

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