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Leituras do segundo ato na Paulista

O 12 de abril não repetiu a mesma força nas ruas que o dia 15 de março apresentou.

Já era esperado. Tanto pelos organizadores, quanto pelo Governo.

No primeiro evento a Polícia Militar de São Paulo, epicentro do anti-petismo, contabilizou mais de um milhão de pessoas na Avenida Paulista. Desta vez foram 250 mil.

Não é pouca gente.

E as pessoas continuam querendo que alguma coisa aconteça. É só conferir os números do Datafolha de ontem (11). 63% dos entrevistados querem a abertura do impeachment de Dilma. Apenas 13% aprovam a gestão dela.

Motivo de comemoração para alguém? Certamente não.

Mas para reflexão, sim.

Às lideranças dos movimentos Vem pra Rua e Brasil Livre cabe ponderar se devem convocar novos atos ou se suas atividades terão mais utilidade na internet.

Ao Palácio do Planalto cabe o pé no chão, porque não há motivo nenhum para se contar vitória.

Pelo contrário.

Como disse Marina Silva, lúcida como sempre, “menos gente nas ruas não significa menor insatisfação (…) pode até significar um aumento da desesperança, o represamento de uma revolta que pode retornar mais forte depois de algum tempo”.

Aos apoiadores do Governo, que vibraram com o arrefecimento das manifestações Brasil à fora, resta oferecer-lhes solidaridade. Afinal, apoiar uma presidente pelas expectativas frustadas que ela representa é mais desanimador que perder de 7×1 para … a Argentina.

Danilo Boaventura é editor do Portal 6.

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