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PT: sonhos, ganância e o fim

Quando os sonhos se dissipam e são consumidos pela ganância, a ética se torna vã e a mentira a maior aliada.

O Partido dos Trabalhadores nascia em 1980 com a esperança de milhares de pessoas em querer revolucionar a política no Brasil a partir de uma nova esquerda, que apoiaria, com restrições, o socialismo.

Seria o “modo petista de governar”. Mote de discursos inspiradores de seus militantes, que gritavam a todos os cantos do Brasil que o partido era diferente e transformaria a política nacional.

Não acredito que eles mentiam nesse momento. Realmente a força que impulsionava as ações do partido era a vontade de mudança, da democratização do país e da representação da voz popular.

Mas quando o PT se desvirtuou da essência que o criou?

Aquilo que o partido mais sonhou e perseguiu foi o chamariz para a sua destruição moral: o poder.

O poder ofuscou os ideais e projetos para o país que o partido apregoava. E ganância insaciável é um dos tristes fenômenos que apressam a destruição do que ainda resta organizacionalmente desse partido.

Admirado com os ovos de ouro que o poder lhe proporcionara, a ganância do partido, na tentativa de conseguir de uma só vez todo o ouro disponível, matou a galinha para descobrir que dentro dela só havia o espelho do constrangimento, da desilusão e da decepção de milhares de pessoas que acreditaram nesse projeto.

A galinha? É o Brasil e a Ética – que são mortos e abertos todos os dias para alimentar as vaidades pessoais de um grupo que hoje tem como objetivo principal a perpetuação no poder.

Nesta semana Marta Suplicy, uma das muitas pessoas que deixaram o partido desacreditando em seus novos ideais, fez uma declaração à revista Veja que caracteriza o sentimento do que o PT se tornou. Marta disse à revista que o partido não tem nenhum outro projeto a não ser se manter no poder.

A atuação do partido nas eleições de 2014 foi nesse sentido. Usaram todas as armas possíveis para vencer as eleições a qualquer custo. Valia tudo para reeleger Dilma.

Hoje, no partido, os interesses do país estão em segundo plano.

A permanência no poder é o objetivo que impulsiona as novas ações. Por isso a comunicação pública a serviço da vaidade pessoal, e o Marketing Selvagem, são suas principais armas.

Mas, felizmente, não há mais tanto tempo.

Eles sabem que deixaram marcas profundas de indignação na sociedade. Que não serão mais cicatrizadas pela mentira. A ganância leva ao egoísmo. E o egoísmo leva à solidão.

A Sociedade não enxerga mais o PT com esperança.

A solidão do poder é clara. Não há mais o orgulho de ser petista e a festa dos 35 anos do PT parece nos premeditar o seu futuro: desilusão e o fim. E Para o bem do Brasil!

Paulo Victor Bragança é estudante do 7º período de Publicidade e Propaganda e um dos coordenadores do Elo Estadual da Rede Sustentabilidade. Escreve todos os domingos.

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