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E a comida está sumindo da mesa

O mercado alimentício está refletindo a situação do mercado ecônomico. As vendas de alimentos e bebidas em supermercados, hipermercados e estabelecimentos comerciais caiu 0,80% nos meses de janeiro e fevereiro deste ano quando comparado com os mesmos meses em 2014. Foi a primeira queda desde 2003.

Isso está ocorrendo devido ao aumento crescente dos preços dos produtos do setor alimentício. Houve uma elevação de 3,59% nos dois primeiros meses de 2015, segundo o IBGE. A atual conjuntura econômica brasileira e uma série de fatores que somente faz prejudicar um setor que tanto movimenta o mercado – a queda da venda destes produtos implica em um acúmulo nos estoques e afeta a indústria – e auxilia no aumento do PIB (Produto Interno Bruto).

O consumidor está com uma menor renda disponível pelo fato do aumento dos preços de itens já fixos no seu orçamento, como por exemplo conta de energia, gasolina, aluguel. Sendo assim, o consumidor não tem pra onde correr e tenta economizar.

Encher o carrinho com produtos do gênero alimentício nunca ficou tão difícil de 12 anos pra cá. Resta ao brasileiro recorrer à “criatividade e sabedoria” no momento de escolher os produtos que levará para casa e cortar da lista produtos que julga menos necessário.

O básico mesmo para o consumo.

Ou sair em uma busca louca pelos produtos mais baratos, promoções, baixa de preços. Enfim, apertar os gastos para que no final do mês se obtenha um gasto alimentício que fique dentro do orçamento.

Todas estas ações que requerem cuidado no momento das compras são compreensíveis e as mais adequadas no atual momento em que vivemos o início de uma crise que traz rumores de que será forte.

Tomemos cuidado. seguremos e apertemos os “cintos” porque uma crise muito grande ainda está por vir.

João Gabriel Resende é estudante, colunista e ativista da Rede Sustentabilidade. Escreve todos os sábados.

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