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A tão amarga crise brasileira

A atual crise pela qual o Brasil passa não se resume apenas nas áreas da economia e da política. Ela se expande e toma proporções antes denominadas “intocáveis” pelo grupo da situação. Uma destas áreas é a educação. A tida “área de foco de investimentos e políticas públicas” pela presidente Dilma Rousseff, na sua posse do 2º mandato na Presidência da República, sofreu cortes enormes. Enquanto corta-se número de impressões digitais, cafézinho e gastos, que sozinhos não resultam em nada e, somados apenas na área educacional resulta-se em 9,2 bilhões, não se vê uma preocupação maior do governo em cortar cargos comissionados, cortar ministérios (são ao todo 39), enfim, “enxugar” a máquina governamental, garantindo assim a certeza de diminuir de fato as despesas.

Uma das grandes razões para a crise atual é esta: contas demais, arrecadação de menos. Mas isto deve-se não pela baixa arrecadação (os impostos são altos), e sim pela incompetência do governo para gerenciar a conta pública. Se houvesse um controle econômico de despesas, para fins de superávit, nada disso ocorreria.

As despesas governamentais somente aumentavam. Gastos crescendo e o grupo da situação estava querendo sempre esconder o que de pior poderia vir a acontecer. Agora é tarde demais.

A presidente, em um ato de procura da solução deste problema, nomeou uma nova equipe econômica. Colocou o Ministério da Fazenda nas mãos do banqueiro Joaquim Levy, economista, a última esperança do governo. E assim veio uma solução apontada por Levy: diminuir despesas, aumentar arrecadação. Mas a “coisa” não é tão simples assim, de um lado a “corda pende”. E agora já sabe-se para onde ela está pendendo: pro lado da população. O governo fez um corte no orçamento dos ministérios, porém, não tão correto assim. Cortaram orçamento do FIES, programa benificiário que já colocou milhões nas universidades; orçamento da Previdência Social, deixando muitos brasileiros “sem ter onde se proteger”. Aumentaram e imbutiram as taxas de impostos em diversos produtos (IPI dos automóveis, aumento do IOF, imposto sobre operações financeiras, dentre outros) para conseguir que a arrecadação aumente e o ajuste fiscal dê certo. Diminuíram o poder de compra do brasileiro, cada vez menos produtos entrarão na casa do cidadão. Foram incompetentes na condução da economia e agora querem que os brasileiros paguem a conta do prejuízo.

João Gabriel Resende é estudante, colunista e ativista da Rede Sustentabilidade. Escreve todos os sábados.

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