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Marina Silva se reúne com militantes da Rede Anápolis

(Foto: Letícia Jury)

Para a ex-candidata à Presidência da República, a atual crise econômica no país é resultado das maquiagens fiscais que acontecem desde 2008, com a única finalidade de ganhar eleições

Dallila Mariane

Neste último sábado (04), a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora da República pelo Acre, Marina Silva, esteve em Anápolis a convite do Pastor Airton e Bill Bacheller para celebrar os 10 anos do Ministério Oásis, na Igreja Presbiteriana Pioneira de Anápolis.

Com 22,1 milhões de votos na última eleição presidencial pelo PSB, Marina Silva se manteve firme em suas posições, e mesmo com atos tônicos de ofensas e ataques da adversária Dilma Rousseff (PT), Marina despertou a atenção de milhares de brasileiros pelas posições firmes defendidas. Além de uma sintonia com os jovens através das redes sociais que enxergam nela a chance de mudar o rumo do Brasil.

Na ocasião, militantes da Rede Sustentabilidade aproveitaram a oportunidade de sua presença e se reuniram para discutir a atualização da política na cidade de Anápolis. A reunião contou também com a presença do Aguimar Jesuino, porta-voz da Rede Sustentabilidade em Goiás, Paulo Victor, universitário e representante da Rede Sustentabilidade em Anápolis, Gina Tronconi, pediatra e ex-vereadora de Anápolis e Fernando Lobo, doutor em ciências sociais e professor.

Logo no início Marina Silva ressaltou que quando se decidiu criar a Rede, um dos pilares para essa criação seria uma atitude de compromisso para além do período eleitoral, “só faz sentido se for para fazer um processo de atualização na política,” afirmou. Pois para a ex-ministra, se o fim for disputar eleição por eleição, isso já tem quem faz melhor.

Sobre a crise que assola o Brasil nos últimos meses, Marina disse que foi um erro do atual governo utilizar-se do marketing selvagem para se ganhar as eleições, com mentiras avassaladoras para a sociedade. Enquanto a crise estava à beira do precipício, informações eram deturpadas para conquistar o voto do eleitor, e em sua opinião, “a crise na política é que faz com que a gente esteja perdendo o que nós conquistamos a duras penas. Para mim a experiência da Rede tem que ir além da contribuição. A eleição é um momento do processo político de um partido, mas não é o que explica a necessidade de um partido”, ressaltou.

Marina avaliou como positiva a discussão de ideias, e que o Brasil precisa de mantenedores de utopias, pois há uma mudança no cenário atual e não vamos fazer essa mudança, sozinhos. Segundo ela, “as pessoas estão mudando, hoje não é mais da minha época em que toda mobilização era feita pela estrutura do partido, pela estrutura do sindicato, das corporações, hoje a sociedade tem uma forte expectativa de sair de espectadora política para se tornar protagonista. Buscam cada vez mais processos horizontais, buscam participarem, não apenas para legitimar o que está sendo feito. Hoje a sociedade quer ser previamente informada, quer transparência com conhecimento de causa, e há necessidade de fazer essa atualização na visão, no processo, e principalmente nas estruturas”, concluiu.

Registro

Registro da Rede deve sair no início de agosto. Fotos: Letícia Jury
Registro da Rede deve sair no início de agosto. (Foto: Letícia Jury)

A Rede Sustentabilidade visa obter o seu registro legal ainda no mês de agosto, e promete atuar de forma efetiva já nas eleições municipais de 2016, em Anápolis. “Pretendemos realizar seminários para debater os problemas da cidade, apresentar ideias e propor soluções junto com a sociedade, contando com a participação de especialistas de cada área. Ainda não há discussões sobre nomes para as eleições, Depois da construção de um programa para a cidade essa discussão será realizada”, contou Paulo Victor, representante da Rede em Anápolis.

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