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Playground: Lazer ou perigo iminente?

Foto: François Calil

A temporada de recesso escolar está em alta, mas é preciso ter cuidado com os playgrounds – um dos espaços preferidos dos pequenos.

O tempo de férias chegou e a criançada fica com a corda toda para aproveitar o intervalo dos estudos. E entre as diversões favoritas estão os playgrounds – espaços destinados a elas contendo brinquedos e outros equipamentos como gangorras, balanços, escorregadores. Mas, para a alegria não acabar em dor de cabeça e evitar que os pequenos se machuquem, os pais devem ficar de olhos abertos no comportamento das crianças no playground.

A arquiteta e mãe de duas crianças de 3 e 7 anos, Juliana Sabbatini, explica que os playgrounds devem seguir as orientações da norma NBR 16071 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (Abnt). “Há muitos lugares que não seguem essas normas e podem ser um risco para as crianças, pois a norma preconiza sobre altura ideal dos brinquedos, a distância de segurança de um para o outro, a sinalização da faixa etária e os pisos de segurança para evitar quedas”, esclarece Juliana, que tem mais de 15 anos no mercado e está a frente do escritório Sabbatini Interiores.

Juliana Sabbatini (Foto:François Calil)
Juliana Sabbatini (Foto:François Calil)

De acordo com pesquisa do Inmetro, realizada entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014, em 23.861 unidades de ensino infantil (7.127 creches e 16.734 pré-escolas), identificadas por meio do cruzamento de dados com a Rais (relação Anual de Informações Sociais), 62% das ocorrências estão relacionadas ao mau uso de equipamento.

Dos acidentes mais graves (12,5%) com os pequenos , 48,08% foram ocasionados por queda do brinquedo, 25% por lesões causadas pelo movimento do brinquedo e outros 11,54% por aprisionamento de partes do corpo. “As pessoas desconhecem que existe uma norma de segurança, fora que não há fiscalização em playgrounds localizados em restaurantes, hotéis e outros espaços privativos e públicos”, explica a arquiteta. Juliana aproveita para dar uma dica importante, “é preciso também verificar a manutenção dos brinquedos”.

Confira algumas dicas

1- Cuidado com os parafusos e farpas

Os parafusos não podem estar soltos, ou mesmo com alguma ponta que cause lesões nas crianças. O ideal é não deixar visível em locais que as crianças vão escorregar, por exemplo. Também é importante observar os brinquedos feitos demadeira para que não soltem farpas.

2 – Distância de segurança entre os brinquedos

A arquiteta reforça a importância da norma da ABNT que aponta que a distância de segurança de 1,80 metros entre brinquedos deve ser respeitada. Por exemplo, uma criança que está no balanço, a altura que ela consegue atingir não pode coincidir com outra que está em outro brinquedo.

3 – Evitar vegetações que podem causar alergia e acesso dos bichos

A arquiteta recomenda que os espaços nos quais possa existir queda da criança ou mesmo próximos ao escorregador que se utilize pisos de segurança emborrachado, ou mesmo areia para auxiliar. Outra recomendação é evitar a circulação de animais,por ser um fator de transmissão de doenças, principalmente para crianças mais novas.

4 – Observar a proximidade a muros ou janelas

Uma das questões a ser verificadas é se os brinquedos dão margem de acesso ou queda para muros ou janelas e assim evitar acidentes.

5- Alterações do espaço apenas com supervisão

Um dos erros constantes é, após um tempo, optar por mudanças no espaço infantil de diversão sem o devido acompanhamento dessa mudança. Os procedimentos de segurança devem ser observados sempre para prevenir de possíveis acidentes.

6 – Manutenção

Outro erro comum observado pela arquiteta é que muitos espaços pecam ao não fazerem a manutenção no período correto e respeitando o tempo de vida de cada material.

Com informações da CSF.

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