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Mais de 3,5 mil migrantes morrem na travessia do Mediterrâneo em 12 meses

Dados divulgados hoje (25) pela Organização Internacional para Migração (IOM, sigla em inglês) revelam que 2.373 migrantes e refugiados morreram nos oito primeiros meses deste ano na tentativa de atravessar o Mar Mediterrâneo para chegar à Europa. O número de mortos registrado no mesmo período em 2014 foi 2.081. Nos últimos 12 meses, o total de migrantes que morreram quando tentavam chegar a países como a Itália, Grécia e Espanha pelo mar chega a 3.573, média de quase dez mortes por dia.

De acordo com a IOM, nos últimos cinco dias foram registradas sete mortes de migrantes em águas gregas, incluindo um jovem somali de 14 anos. Na última sexta-feira (21), foram localizados próximo da Grécia os corpos de um homem sírio, de 30 anos, e de dois iraquianos, com idade entre 23 e 30 anos. Com os dois iraquianos, segundo a IOM, foram encontrados 4 mil euros. A Guarda Costeira da Grécia tenta agora localizar as famílias dos iraquianos para devolver o dinheiro.

Segundo a organização internacional, do total de mortes no Mar Mediterrâneo em 2015, 2.267 ocorreram na rota central, do Norte da África para a Itália e Malta, 83 na rota oriente, da Turquia para a Grécia, e 23 na ocidental, da África para a Espanha, incluindo as Ilhas Canárias.

Após conversas com representantes da Guarda Costeira da Grécia, a avaliação da Organização Internacional para Migração é que o número de mortes na travessia do Mar Mediterrâneo aumente até o final do ano, devido à previsão de piora nas condições meteorológicas para os próximos dias.

No ano passado, do fim de agosto até o fim de dezembro, mais de 1,2 mil imigrantes morreram no Mar Mediterrâneo, segundo dados da IOM. Com o crescimento do fluxo migratório e a piora das condições meteorológicas a partir dessa época do ano na região, a organização humanitária manifestou preocupação com o fato de que, no mesmo período de 2015, mais de 2 mil pessoas morram na travessia do Mediterrâneo.

Cerca de 4,4 mil imigrantes foram resgatados no Canal da Sicília, sábado (22) e domingo (23), em um dos mais movimentados fins de semana para as operações de busca e salvamento no Mediterrâneo desde o início de 2015. De acordo com a IOM, na tentativa de condições melhores de sobrevivências, os migrantes têm se arriscado na travessia do mar em botes de borracha, incapazes de navegar em mar aberto, e em barcos de pescas superlotados. “Em um caso, os socorristas salvaram cerca de 100 migrantes em um bote que estava meio vazio”, diz nota divulgada pela organização.

De acordo com diretor do Gabinete de Coordenação da OIM para o Mediterrâneo, Federico Soda, o mecanismo de salva-vidas que opera no Mediterrâneo conseguiu resgatar mais de 4 mil migrantes. Os resgatados no mar estão sendo levados para os portos italianos de Messina, Palermo, Trapani e Lampedusa (Sicília), Vibo Valentia (Calábria), Cagliari e Taranto (Puglia). Entre os migrantes há eritreus, somalis, sudaneses, da África Subsaariana, sírios e bengaleses.

“Os fluxos migratórios para a Itália são mistos: há os que pedem asilo, bem como migrantes vulneráveis, incluindo as mulheres vítimas de tráfico e os menores não acompanhados, além de grande número de pessoas em busca de trabalho. Independentemente da nacionalidade, todas essas pessoas devem ser tratadas individualmente para determinar o seu estatuto”, ressaltou Federico Soda, em nota.

Agência Brasil

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