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Anápolis e a Nova Política

A fadiga que a sociedade sente em relação à política é um sentimento generalizado que aumenta e se instala culturalmente cada vez que atos de corrupção são descobertos. A sociedade está desacreditada e anseia por novos caminhos, caminhos que não se assemelhem aos métodos tradicionais de politicagens como vemos hoje, mas anseia de fato, por caminhos que tragam atualizações para o ambiente político usando todas as ferramentas disponíveis para a melhoria da qualidade da representatividade, com compromissos baseados na ética, respeito e sustentabilidade.

Em 2016, a cidade de Anápolis terá a oportunidade de fomentar essas atualizações na política municipal, e essas atualizações não se darão de forma efetiva se o debate girar essencialmente em torno de nomes, é preciso que a cidade discuta programas e projetos. Não será uma pessoa que irá trazer as atualizações necessárias para a melhoria da qualidade política na cidade, mas sim, os programas e propostas que devem ser construídos junto com os cidadãos anapolinos. Não é tempo mais de se fazer política para as pessoas, é preciso trazer os cidadãos para o debate programático e fazer política com as pessoas! Há uma diferença fundamental nessas duas formas de se fazer política, e essa diferença define quem está comprometido com a cidade, e quem esta apenas buscando interesses pessoais.

A “nova política” que o cidadão anseia, coloca a sustentabilidade no centro dos debates programáticos, a sustentabilidade em suas diversas dimensões: ambiental, social, econômica, cultural, democrática, estética e ética. Essa “nova política” age democraticamente estabelecendo uma cultura de paz, ouvindo e trazendo o cidadão para o processo decisório, agindo sempre da forma mais horizontal possível com total respeito à liberdade de opinião.

“Nova política é democracia, justiça, respeito aos direitos humanos à natureza e à sustentabilidade. A nova política se realiza em todos os níveis – nos relacionamentos cotidianos, no trabalho, na vida partidária, na vida nacional.”

É preciso que os cidadãos anapolinos se atentem para todo esse processo eleitoral que está por vir, e realmente analisem criticamente cobrando um debate político pacífico e programático, para que de fato as propostas determinem os resultados das eleições, e não mais o dinheiro e as grandes estruturas. Nada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou, e realmente o tempo para a construção de uma nova política já está aí.

Paulo Victor Bragança é estudante do 8º período de Publicidade e Propaganda e um dos coordenadores do Elo Estaduale Municipal da Rede Sustentabilidade.

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