Dilma: quem quer impeachment considera erro investir em programas sociais

A presidente Dilma Rousseff afirmou hoje (8) que as pessoas que querem interromper o seu mandato são as mesmas que consideram “erro” colocar recursos em programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida. Ao entregar, no Rio de Janeiro, as chaves de casas do programa habitacional, Dilma reafirmou que o impeachment está previsto na Constituição, mas só deve ser usado se houver crime de responsabilidade cometido pelo presidente da República.

“Qual é o problema? O problema é que eu não cometi crime de responsabilidade. [É] por isso que o pessoal aqui da frente grita: ‘não vai ter golpe’. Porque isso seria uma afronta à democracia. Quem pretende interromper meu mandato é justamente aquele tipo de pessoa que considera um erro o governo federal colocar recursos em um programa como o Minha Casa, Minha Vida. Não concordamos com esse tipo de posição e continuaremos a fazer os programas que beneficiam nosso povo”, disse a presidente, referindo-se às manifestações da plateia, formada em sua maioria por beneficiários do programa.

“Nada neste mundo vai fazer com que a gente pare este programa.” De acordo com Dilma, não há hipótese de o programa ser interrompido por causa das dificuldades financeiras que o país enfrenta. “Nós temos recursos reservados para o MCMV [Minha Casa, Minha Vida], mas temos, sobretudo, o compromisso com este povo aqui de jamais interromper este programa.”

Dizendo ter sido eleita para governar para 204 milhões de habitantes, Dilma apresentou os dados do programa habitacional, fazendo contas segundo as quais, com 6 milhões de casas ao todo, 24 milhões de pessoas em média seriam beneficiadas. Ela ressaltou, porém, que o número de beneficiados, é maior porque os filhos das famílias contempladas pelo programa  terão mais oportunidades, poderão educar seus filhos e colocá-los nas universidades.

Assim como fez em discurso em outra cerimônia na capital fluminense, a presidente criticou o que chama de torcida pelo “quanto pior, melhor”. “É aquele vizinho da gente que sempre bota olho gordo e quer que as coisas não deem certo. Vocês conhecem gente assim. São pessoas que querem pescar em águas turvas. Se piorar, as pessoas acham que podem facilitar a vida delas e chegar ao poder, não através do voto, mas através de um golpe.”

Moradias

A cerimônia desta sexta-feira marcou a entrega de 4.452 moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida, sendo mil apartamentos no bairro Santa Cruz. Durante o evento, houve transmissão simultânea para entrega de unidades habitacionais do programa em outras cidades, com a participação de representantes do governo federal e de autoridades locais. Além dos residenciais no Rio, foram entregues 300 unidades em Belo Horizonte; 435 em Jaciara, Mato Grosso; 933 em Canaã dos Carajás, Pará; 784 em Tailândia, Pará; e mil unidades em Balsas, Maranhão.

De acordo com o governo, as moradias são divididas em dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes. Os empreendimentos também são equipados com itens de infraestrutura como pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem e energia elétrica.

Na semana passada, a presidente lançou a terceira etapa do programa habitacional, anunciando a contratação de mais 2 milhões de unidades até 2018.

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Danilo Boaventura

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Rodolfo Torres

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É jornalista, advogado (pós-graduando em Direito Tributário) e autor do livro Bob Fields Forever

Deniza Zucchetti

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É professora por vocação, quase RI, escritora por amor nas horas vagas e mãe em período integral

Bruno Rodrigues Ferreira

Bruno Rodrigues Ferreira

É jornalista, psicólogo e especialista em Tecnologia e Educação e Gestão em Saúde