São Paulo já tem este ano mais casos de síndrome respiratória do que em 2015

O número de casos da síndrome respiratória aguda grave (SRAG) neste ano chegou a 992 na cidade de São Paulo, superando os 986 registros feitos ao longo de todo ano de 2015. Segundo o balanço divulgado hoje (8) pela Secretaria Municipal de Saúde, 46 pessoas morreram devido à síndrome. Em 17 dessas mortes, foi confirmado que o quadro foi causado pela gripe H1N1. Em todo ano passado, 105 pessoas morreram em decorrência da doença.

Apesar da tendência de que a infecção por H1N1 supere os patamares dos últimos dois anos, o secretário de Saúde, Alexandre Padilha, disse que a situação está sob controle. “Nós não estamos em uma situação de pandemia”, disse, em referência ao ano de 2009, quando houve a disseminação em escala global pela primeira vez da variedade H1N1.

Naquele ano, a capital paulista teve 7 mil casos de SRGA, com 148 mortes. Sendo que 130 dessas vítimas tiveram H1N1. Porém, Padilha acredita que a situação possa se aproximar do quadro enfrentado em 2013, quando 1,4 mil pessoas tiveram a síndrome na cidade e 171 morreram. Entre essas mortes, 10 casos tiveram confirmada a relação com H1N1.

Nas 17 mortes relacionadas ao H1N1, neste ano, em 13 casos as pessoas tinham comorbidades (doenças que fragilizam a pessoa e a expõe a maior risco) e uma era gestante, também considerado um fator de risco. Foram verificados ainda 12 surtos de gripe: seis em escolas, três em hospitais e três em residências.

Vacinação

Começa na segunda-feira (11) a primeira etapa de vacinação nas unidades básicas de saúde. A imunização será destinada nessa fase às gestantes, idosos, indígenas, profissionais de saúde e crianças (maiores de seis meses e menores de cinco anos). A partir do dia 18 de abril serão vacinados os portadores de doenças crônicas (cardíacas, renais e outras) e mulheres que deram a luz nos últimos 45 dias.

Padilha ressaltou que a vacinação desses grupos é fundamental para reduzir a mortalidade da doença. “O principal efeito que ela [vacinação] traz é a redução de casos graves e óbitos das pessoas que estão nos grupos de risco”, enfatizou. Segundo o secretário, as pessoas imunizadas tem uma chance de até 75% de não contrair a doença e em caso de contaminação, a gripe tende a ter sintomas consideravelmente mais amenos.

A Secretaria de Saúde concentrou no sistema público de saúde a distribuição do antiviral Osetalmivir, usado no tratamento da gripe.

Dengue

Os casos de dengue apresentaram redução nas últimas semanas. Até o momento foram registrados 6 mil casos em toda a capital paulista. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 32,1 mil casos. Padilha atribuiu a redução às medidas de prevenção e combate ao mosquito transmissor adotadas pela prefeitura.

Quer comentar?

Comentários

Nosso Facebook