Ministério diz que 1.384 bebês nasceram com microcefalia entre outubro e maio

FILE - In this Jan. 30, 2016 file photo, Jose Wesley, who was born with microcephaly and screams uncontrollably for long stretches, is attended to in Bonito, Pernambuco state, Brazil. The Zika virus is drawing worldwide attention to a devastating birth defect that until now has gotten little public notice. Regardless of whether the mosquito-borne virus really causes babies to be born with abnormally small heads, a variety of other conditions can trigger it. (AP Photo/Felipe Dana, File)

Balanço divulgado nesta quarta-feira (18) pelo Ministério da Saúde mostra que 1.384 bebês que nasceram com microcefalia e outras alterações no sistema nervoso que sugerem origem infecciosa. Destes, 207 tiveram confirmação laboratorial para relação com o vírus Zika, mas apesar deste número, a pasta diz que quase a totalidade dos casos são relacionadas ao vírus.

Os dados são referentes ao período de outubro de 2015 a 14 de maio deste ano. No total, foram notificados 7.534 casos suspeitos desde o início das investigações, em outubro de 2015, sendo que 3.332 permanecem em investigação e 2.818 foram descartados.

Em relação aos óbitos, no mesmo período, foram registrados 273 óbitos suspeitos de microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação no país. Destes, 59 foram confirmados para microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central. Mais 177 casos continuam em investigação e 37 foram descartados.

Zika

Transmitido por um mosquito bem conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o segundo semestre do ano passado, era que sua evolução costumava ser benigna e que os sintomas, geralmente erupção cutânea, fadiga, dores nas articulações e conjuntivite, além de febre baixa, eram mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, também transmitidas pelo mesmo mosquito.

Porém, em outubro de 2015, exame feito pela médica especialista em medicina fetal, Adriana Melo, descobriu a presença do vírus no líquido amniótico de um bebê com microcefalia. Em 28 de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que, quando gestantes são infectadas pelo vírus podem gerar crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos. Pesquisadores confirmaram que a Síndrome de Guillain-Barré também pode ser ocasionada pelo Zika.

A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

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