Cupido brincalhão

Iniciei a semana lendo o seguinte post: Procura-se um cupido sério e responsável, porque o último que apareceu era muito brincalhão. Na hora eu ri, mas foi uma frase que me fez refletir: quem nos dias de hoje já não se deparou com um cupido brincalhão que nos fez “perder tempo” numa relação que não deu em nada. Mas antes de colocar a culpa no cupido é importante olhar para si e analisar as próprias escolhas, além dos comportamentos que podem estar diretamente ligado ao fato de não ter dado certo.

Que escolha você está fazendo para conhecer novas pessoas? Comece refletindo sobre os locais que frequenta, eles dizem muito do que você vai encontrar. Obvio que você não pode avaliar preconceituosamente, mas também não precisa se enganar dizendo que pode encontrar “a pessoa dos teus sonhos” em qualquer local, portanto use o bom senso. Observe os critérios que você utiliza para escolher. Procure ordenar esses critérios por ordem de importância, o que realmente importa num relacionamento, que sem ele não vale a pena seguir adiante. E se você não está encontrando essa pessoa, veja se é possível que ela frequenta os mesmos locais que você, caso contrário veja onde e passe a frequentar.

Quais os seus comportamentos que refletem diretamente no relacionamento e veja se o desenvolvimento do namoro não estão sendo prejudicado por eles. Uma vez atendi um caso clássico de contradição, o cliente era grosseiro no seu-dia-dia e tinha orgulho de ser assim, porém reclamava da dificuldade de manter um relacionamento amoroso e não via ligação do seu comportamento com os términos frequentes com que se deparava. Considerava que grosseiro era o outro, pois não via que o destempero do outro era na maioria das vezes uma reação do que ele produzia. Esse é apenas um exemplo, analise suas atitudes e procure se colocar no lugar da outra pessoa.

Sou Psicólogo em Florianópolis, cidade que o número de separações oficiais mais se aproxima do número de casamentos, portanto um local propício à se questionar: você presta atenção em como é o outro? Suas atitudes e consequência? É a pessoa que você quer? Não aposte que o outro vá mudar, pois o processo de mudança de personalidade é difícil e a própria pessoa precisa querer mudar. O cupido não tem culpa, geralmente a própria pessoa se deixa enganar quem é o outro por considerar que encontrou a pessoa amada, mesmo quando os comportamentos já indicavam que ocorreriam problemas.

Flavio Melo Ribeiro é psicologo e blogueiro. Escreve todas as terças-feiras.

Entre em contato com ele: flavioviver@gmail.com (48) 9921-8811 (48) 3223-4386
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