Preferiu ser mãe e dona de casa? Isso não é e nunca será motivo de vergonha

– O que você faz?

– Sou dona de casa!

– Tá, mas você trabalha?

– Só isso que faz da vida?

Quantas donas de casa e mães já ouviram tais perguntas!

Não é “só isso” que fazemos da vida, é tudo isso pela vida, pra vida e por causa da vida!

Geramos vida! Nosso ventre vai além das gestações naturais! Gestamos em nosso lar vinte e quatro horas por dia!
Donas de casa! Um trabalho não remunerado e que “aparentemente” não tem valor pra muitos, pois não enchem nossos bolsos de cédulas, mas em compensação e acredito ser a melhor e a que mais realiza enchendo-nos de orgulho! Formar gente melhor que a gente é um desafio! Tornar as coisas complexas do dia a dia em fáceis é pra mulheres seguras de si, para aquelas que não se deixam pertencer à opinião alheia, de fato a importância em ser é infinitamente maior e mais essencial diante do modelo que nos vendem que é o de pertencer ao ponto de vista da massa.

Desenvolver nossa consciência diante de tantos ataques e propagandas, guardando em nós o essencial da Vida nos fará repensar nossa importância de influenciar e escrever a história, dia após dia.

A maioria das mulheres, se não todas talvez, já sofreram esse tipo de sugestão e intimidação, com perguntas inoportunas, cheias de desprezo, como se dona de casa fosse sinônimo de nada. Subestima sua importância, capacidade, inteligência, dinâmica e sabedoria. Quando tais questionamentos vêm de um homem é horrível, mas quando vem de uma mulher é pior ainda!

Como são louváveis mulheres que repartem, que acrescentam, que não enxerga a outra como adversária para suas disputas em busca de autoafirmação. Triste ainda, quando se sente melhor a despeito das limitações de outras.

Afinal, ser dona de casa é coisa que ficou no século passado, retrógrado e sem valor nenhum. Para alguns é sinônimo de estagnação, algo desatualizado, subestimam todas suas qualidades e virtudes. Para outros é sinal de burrice cultivada, como se donas de casa não fossem capazes de mais nada a não ser “pilotar” um fogão, e muito mal.

Muitos têm prazer em fazer com que a dona de casa se sinta um fracasso e muitas delas acreditam nisso. Ficam ansiosas e frustradas, algumas vezes se culpam e se cobram, sentindo-se em débito com a sociedade; apesar de saber e sentir amor por estar administrando o bem mais precioso de sua vida, seu investimento imensurável! Sua família, marido, filhos! Somente uma dona de casa sabe que a vida de mãe e administradora de lar é a missão mais maravilhosamente precípua na vida de uma mulher. Pode parecer careta pra muitos, visto a era em que vivemos e as exigências que são feitas para se tornar “modelo” de sucesso.

Algumas são “pães” (pai e mãe), além de donas de casa precisam trabalhar para sustento de sua família, mas isso não tira delas a beleza que também é – pelo contrário, o trabalho, o cansaço, a doação é intensa!

Dona de casa é uma extensão abençoadora na criação de seus filhos, no conselho sábio ao seu marido, e na organização de um lar. Não se faz necessário rodapés brilhando como as donas de casa de sessenta anos atrás se esmeravam em fazer, o essencial é ser, estar, e em estando gerar amor e vida.

Dona de casa e mãe, não é só a amamentadora de leite, mas de todos os fornecimentos de graça, sabedoria, cuidados, instrução, disciplina, alegria, lazer, leveza. Uma família em que a mãe é presente em casa e todos valorizam isso, tratam a relação com esse nível de dedicação como sendo um canal de benção de Deus na terra, na alegria de que assim o seja. Acredito que essa seja uma missão intransferível e mais importante!

Houve muitas mudanças com a evolução e todo processo de percepção da relação da mulher com o mundo, com o trabalho, com a sociedade, com a política, todos esses fatores tornaram favoráveis à participação ativa das mulheres, e com toda certeza tem sua importância. A mulher entrou na mesma mecânica tecnológica e industrial que o homem, deixando claro seu valor e suas inquestionáveis habilidades.

O problema é cultuar esse fator a despeito daquelas que preferem investir todas as suas habilidades em casa, em sua família. Criou-se um estigma de que ser dona de casa, dedicar-se ao marido e aos filhos é uma espécie de reducionismo feminino e essa propaganda é atropeladora e humilhante para qualquer mulher. Tal visão apequena e desvaloriza aquela que segundo aqueles que desprezam, dizem que quer se tornar “apenas” dona de casa e mãe. Que coisa horrenda é tal propaganda e que o paradigma da mulher plena não seja essa que nos trouxe até aqui, sem da qual a mulher e mãe, não haveria humanidade nem o mínimo de sanidade para o mundo chegar aonde chegou.

Os grandes homens que a humanidade teve que reportaram o tempo todo as melhores percepções e noções do seu caráter, não foi impresso em seu corações pelos pais que foram embora, mas pelas mães que nunca os abandonaram, e ajudaram como mulheres a se tornarem homens. E isso se dá até os dias de hoje.

Mas há uma falência de todas essas relações que tiveram importâncias capitais na existência e na formação das pessoas. Está tudo ficando tão confuso e tão sem relevância que o receio que nos dá, é que daqui a 50 anos seja algo extinto.

Precisamos guardar em nossos corações a preciosidade que é ser mãe, ser dona de casa, uma fonte de amor e vitalidade de um lar. Se algo te impulsiona a trabalhar fora, nada impede, cada um é cada um. O que precisamos analisar é se sedimentamos uma base e se criamos intimidade em nosso lar, isso é que é vital!

Que a opinião de ninguém lhe atrapalhe ou gere em seu ser frustrações quanto à importância de ser alguém de extrema magnitude que cuida de um lar. Não se permita ser comparada com outras que fizeram escolhas diferentes, de fato se dissermos sim com coração alegre e satisfeito, a despeito do cansaço e das multitarefas exaustivas, façamos como se fosse ao Senhor, e que nosso sim seja carregado de amor pelo nosso lar. Espontaneamente seja!

Dar ouvidos a esse marketing que diz que ser “apenas” mãe, te projetando como um ser inútil e que está reduzindo o seu potencial, é o tipo de argumento que jogamos no lixo.

Tenha certeza de que nenhum filho que tenha sido tratado por uma mãe que verdadeiramente é mãe, vai dizer minha mãe foi “apenas” mãe. Um marido que reconhece e que sabe a dona de casa que administra seu lar jamais dirá que você foi “apenas” alguém que lavou e cozinhou. Tudo se torna brincadeira de criança diante de uma mãe que realmente se veste de suas honras e a expressa em plenitude de ser! Maridos e filhos, que tem ou tiveram mãe-mãe, sabe! Seus filhos se levantarão e dirão quão bem-aventurada és! Seu marido também a louvará dizendo que muitas agem de forma virtuosa, mas a todas elas superas!

Deniza Zucchetti é professora por vocação, quase Relações Internacionais, escritora por amor nas horas vagas e mãe de dois lindos filhos em período integral. Escreve todos os sábados.

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