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Obra de ponte que liga Goiás ao Mato Grosso é retomada

(Foto: Divulgação)

O governador Marconi Perillo assinou no último sábado (30) ordem de serviço autorizando a construção do encabeçamento da ponte que vai ligar Aruanã, em Goiás, à Cocalinho, no Mato Grosso. A ponte, com 577 metros de comprimento, foi construída por meio da Parceria Público Privada entre o Estado de Goiás e o Consórcio Caminhos do Sol. Para o início do tráfego, é preciso realizar o encabeçamento nas duas extremidades. O governador do Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), prestigiou a solenidade de assinatura.

Durante o discurso, o governador Marconi disse que o Brasil precisa de mais pontes para viabilizar um futuro melhor. As máquinas das duas empreiteiras que farão as obras já estão prontas para seu início imediato. Goiás já investiu mais de R$ 20 milhões na construção, desde o seu início em agosto de 2005. Para essa etapa final serão disponibilizados mais R$ 8,3 milhões. A contrapartida do Consórcio foi de R$ 15 milhões para a construção, e outros R$ 6,13 milhões para essa última etapa. A previsão de término é para outubro deste ano.

O secretário de Cidades, Meio Ambiente, Recursos Hídricos, Infraestrutura e Assuntos Metropolitanos, Vilmar Rocha, destacou a importância da ponte para os estados do Centro-Oeste brasileiro. Recordou que há mais de dez anos, quando ainda era deputado federal, discutia-se nacionalmente a integração da América do Sul. Em suas argumentações, Vilmar defendia a integração nacional antes de tudo. “Esta ponte é um grande símbolo da integração econômica, política e regional entre os dois estados mais prósperos do Brasil”, destacou.

O governador Pedro Taques comentou o recente levantamento do Ministério do Trabalho, que revelou Goiás e Mato Grosso como os únicos estados brasileiros com saldo positivo de empregos no primeiro semestre de 2016: “Só dois estados do Brasil tiveram superávit de emprego. E esses dois estados, em outubro, estarão ligados por essa ponte”.

De barco, Marconi e Pedro Taques percorreram o Rio Araguaia sob a ponte, que terá 800 metros de aterro do lado goiano e 350 metros do lado mato-grossense, o que garantirá a segurança da ponte contra danos causados pela chuva. Por sua elevação de 50 metros da linha d’água, é possível haver navegação comercial neste trecho do rio.

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