De onde vem o vento?

Você com certeza já viu as cortinas balançarem e se perguntou como aquilo poderia ser possível, certo? Por que será que conseguimos sentir o vento tocando nosso rosto se ele é invisível aos nossos olhos? O fato é que o vento, ao mesmo tempo que é um dos fenômenos mais belos da natureza, é também uma coisa bastante intrigante, se formos parar para pensar. Se você também está em busca de respostas, no artigo de hoje, vamos esclarecer essa dúvida e trazer uma abordagem mais completa sobre o assunto.

Por que o ar é invisível?

Nossa atmosfera é formada por gases incolores e, como sabemos, são invisíveis. Para enxergarmos um gás é necessário que ele tenha alguma coloração. Isso só é possível quando seus elementos químicos absorvem luz, uma vez que, assim como o arco-íris, cada um de seus raios compõem uma luz de cor diferente. O fato é que quando os átomos de um gás qualquer são atingidos por luz, eles retêm alguns dos raios. Se as partículas fizerem a absorção de um raio amarelo, por exemplo, a cor do vapor será resultado da mistura de cores restantes dos raios – nesse caso, roxo. Acontece que nem todos os raios são visíveis, inclusive aquele que o ar absorve. O nitrogênio e o oxigênio – 99% da atmosfera – só retêm raios ultravioleta invisíveis. Sendo assim, como as cores atravessam o ar, ele é transparente.

E os ventos? Como é que eles surgem?

Existem alguns esportes como vela, kitesurf e windsurf, por exemplo, que utilizam a intensidade dos ventos para direcionar a navegação. O vento também cria as ondas, por exemplo, quando toca a superfície dos mares, a milhares de quilômetros das faixas costeiras. Cientificamente falando, o vento possui quatro camadas principais – atmosfera, estratosfera, troposfera e termosfera – que pairam cerca de 100 km acima da crosta da Terra, onde há uma grande quantidade de gases. Cada uma dessas camadas tem seu papel e sua razão de existir. O nitrogênio, por exemplo, é o que dá a cor azulada do céu.

Já o vento, nasce da variação de pressão atmosférica. Ao todo, são três tipos de vento: os ventos curtos ou fortes levam o nome de rajadas. Existem ainda os ventos fortes intermédios, além dos ventos que duram mais tempo e podem ser tufões, furacões, vendavais ou apenas brisas.

Para entender melhor, veja esse exemplo.

O vento, basicamente, nada mais é que o ar em movimento. Ao mover-se de um lado para outro, nós o sentimos. Isso tem uma explicação: em algumas regiões da Terra, nosso astro maior, o Sol, esquenta a superfície de forma mais acelerada. Ao longo desse processo, o ar quente do solo sobe e o ar frio vem de uma região distinta para ocupar seu espaço. Esse deslocamento de ar quente e frio faz com que o vento surja. Quando estamos numa praia, por exemplo, em geral, o vento está mais presente do que na cidade. Isso porque o Sol aquece a areia ao longo do dia e seu calor sobe, enquanto o ar frio que vem do mar – e que demora mais para esquentar do que a areia – faz seu percurso inverso, em direção à praia. É nessa troca de posições que o fenômeno acontece: a brisa marítima.

Durante a noite, acontece o contrário, uma vez o mar fica mais quente – porque ficou recebendo o calor do Sol durante o dia – e a areia esfria, direcionando-se para a areia. É por esse motivo que os pescadores e jangadeiros têm o costume de navegar durante as noites. Nesse período do dia, o ar frio que se desloca da areia em direção ao mar acaba facilitando a navegação por conta das águas mais tranquilas e temperatura amena.

Quer comentar?

Comentários

Nosso Facebook