Marconi Perillo descarta privatização da Saneago

(Foto: Eduardo Ferreira)

O governador Marconi Perillo participou, na manhã desta sexta-feira (02) de mais um bate-papo com internautas por meio do programa Governador Responde. Ele afirmou que o governo estadual não tem interesse em privatizar a Saneago e que essa questão foi esclarecida durante a primeira reunião que teve nesta sexta com a nova diretoria da estatal. “Hoje a Saneago recebeu meu posicionamento formal de que essa história de privatização não existe”, declarou.

Em resposta aos questionamentos dos internautas, o governador também falou sobre o governo do presidente Michel Temer, superação da crise econômica e geração de energia. Abaixo, os temas abordados na entrevista.

Saneago

Foi um encontro muito positivo, e uma novidade: nós teremos, pela primeira vez, duas mulheres nomeadas pelo Conselho de Administração como diretoras da Saneago. Tivemos, no passado, uma mulher que foi eleita pelos funcionários como diretora de Recursos Humanos, mas para diretorias que são de livre nomeação do governador é a primeira vez. Elegemos duas mulheres que são engenheiras, profissionais da mais alta qualidade. Essa diretoria nova será liderada pelo presidente José Carlos Siqueira, que é uma pessoa muito experiente, um auditor que trabalhou nos tribunais de contas e na alta administração ao longo de uma vida, que está amparado por diretores muito experientes também.

Estamos priorizando os servidores de carreira, que vão ocupar superintendências e as principais diretorias, e essa é uma forma de nós mostrarmos internamente na Saneago e ao mercado que a companhia está bem. Hoje a Saneago recebeu meu posicionamento formal de que essa história de privatização não existe. Não temos interesse de privatizar a Saneago neste governo. Vamos dar todo o apoio para que a Saneago possa melhorar cada vez mais a qualidade dos seus serviços ofertados à população.

Governo Temer

Eu já convivi com quatro presidentes da República na condição de governador do Estado. Convivi com inúmeros ministros da Fazenda e de outras áreas. Convivi, também, com vários presidentes da Câmara

dos Deputados, presidente do Senado, do Supremo Tribunal Federal. E a minha relação institucional sempre foi uma relação de alto nível, respeitosa, republicana. Não é diferente com o governo Temer.

Apesar de ser um governo de um partido que em Goiás é oposição ao meu, em Brasília não há isso. Em Brasília integramos a base de apoio ao presidente. O PSDB apoia o presidente, tem ministros; e o maior compromisso que nós temos é com a governabilidade, fundamentalmente com as reformas, com a retomada do desenvolvimento. Com a retomada do desenvolvimento a gente resolve também um problema social. O mais grave hoje é o desemprego, é o que mais atormenta a todos nós. É muito triste ver um pai ou uma mãe de família procurando emprego em enormes filas sem conseguir esse intento. E ver seus filhos muitas vezes passando necessidade, saindo das escolas por falta de oportunidade de trabalho.

Futuro do Brasil

O Brasil virou uma página, que foi a página da crise política. Talvez a maior crise política das últimas décadas. Se nós vivêssemos em um regime parlamentarista, essa crise teria sido resolvida há dois anos. Nos regimes parlamentaristas, quando o governo perde o apoio popular, ele cai. Isso é uma coisa normal. Mas no regime presidencialista essas questões são mais traumáticas. Envolve todo um processo penoso, doloroso, que envolve muito tempo.

O que esperamos agora é que o governo Temer tenha apoio congressual para apoiar as reformas e as medidas capazes de fazer com que o Brasil possa se desenvolver de novo, crescer de novo. Ninguém aguenta mais 12 milhões de desempregados. As pessoas não suportam mais a carestia, a inflação, os juros altos. Então agora é a hora de se fazer as reformas. Algumas delas vão mexer com privilégios, mas elas são indispensáveis se nós quisermos recolocar o Brasil nos trilhos.

Celg G&T

A Celg Distribuição (Celg D) será privatizada. Ela tem prejuízos e ficou muito abalada depois da privatização da Usina de Cachoeira Dourada, que era a galinha dos ovos de ouro. A Usina de Cachoeira Dourada era quem dava lucro para a Celg. Só com a distribuição e com o tanto de funcionários que a Celg tem era impossível manter essa empresa sobre controle do Estado. Por outro lado, temos uma companhia que é nossa, 100% goiana, que é a Celge Geração e Transmissão, a Celg G&T. Essa companhia já fez contratos, construiu e vai construir obras de geração de energia que somam 200 megawatts, um terço do que gerava a Usina de Cachoeira Dourada.

Nós estamos participando de leilões para a construção de subestações, linhas de transmissão em vários lugares do Brasil e dentro de Goiás também. É uma empresa enxuta, que tem pouco mais de 100 funcionários, uma empresa que já vale uns R$ 700 milhões e que está realizando essas obras todas com recursos próprios; não tem nem empréstimo.

Crise econômica

Racionalizando o governo, enxugando as secretarias. Nós só temos 10 secretarias hoje, é o Estado mais enxuto do Brasil. Reduzindo os cargos comissionados, as despesas correntes, fazendo mudanças rápidas para que o governo do Estado conseguisse sobreviver. Hoje nós temos mais de 10 estados sem condições de pagar folha de pagamento dos funcionários, e nós estamos aqui com a folha rigorosamente em dia. É claro que nós seguramos alguns investimentos, demos sequência a outros que estavam mais adiantados, mas nós pegamos com pulso firme nas rédeas do governo e com isso estamos conseguindo atravessar a crise.

Bolsa Universitária

Tivemos o cuidado de criar lá atrás, em outros governos, um programa chamado Programa de Proteção às Pessoas Hipossuficientes, o Protege Goiás. O Protege tem como objetivo garantir os programas Renda Cidadã, a Bolsa Universitária, o Passe Livre Estudantil e todos os programas; mais de 20 programas voltados à população mais carente.

Esse programa de bolsas universitárias começou em 1999, comigo no governo, nos primeiros meses do meu primeiro governo, atendendo a quatro mil alunos naquela época. Hoje nós já estamos chegando a 170 mil alunos beneficiados com o programa, muitos dos quais já com diplomas, bem sucedido na vida. Cada dia encontro com alguém que me diz que hoje é advogado, médico, empresário, graças à bolsa da OVG. O programa deverá chegar pelo menos a 180 mil bolsas nos meus quatro mandatos como governador do Estado. É a garantia que o Estado dá aos filhos das classes trabalhadoras e de baixa renda de terem a oportunidade de entrar na faculdade, ter um diploma e, com isso, crescer na vida pelas melhores oportunidades de trabalho.

 

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