Ministros do STF evitam falar sobre divisão da votação do impeachment

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso e Luiz Fux evitaram comentar o desmembramento da votação do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Eles participaram, nesta sexta-feira (02), de evento na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

A mais alta corte do país foi acionada para julgar a legalidade da decisão do Senado Federal que, apesar de decidir pelo afastamento de Dilma da presidência, em uma segunda votação, manteve a possibilidade dela ocupar cargos públicos.

A divisão da votação foi autorizada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que comandava a sessão no Senado.

Um mandado de segurança movido por partidos políticos questiona a votação da habilitação da ex-presidenta. Não está definido o prazo para que o recurso seja analisado pelo pleno da instituição.

Perguntado sobre o tema, o ministro Barroso disse questionamentos sempre são possíveis. O ministro Luiz Fux seguiu na mesma linha e disse que a Constituição permite ao STF apreciar questões da política.

Um dia antes, o ministro do STF, Gilmar Mendes, disse que a decisão do Senado de fazer duas votações em separado era “bizarra”.

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