Qualidade do algodão goiano surpreende asiáticos

(Foto: Divulgação)

A missão comercial asiática que desembarcou em Goiânia na noite da última quinta-feira (1°) que veio conhecer o processo de produção, análise e beneficiamento do algodão goiano, se mostrou surpresa com o nível de organização do setor da cotonicultura brasileira. A comitiva é composta por 11 representantes de grandes empresas de Bangladesh, China, Coreia do Sul, Índia, Tailândia e Vietnam, divididas entre indústrias têxteis e negociadoras internacionais de algodão. O objetivo é promover o algodão goiano e brasileiro para o mercado externo, evidenciando suas características de rastreabilidade, qualidade e sustentabilidade.

Executivo da Chiem Patana Synthetic Fibers e Textiles. Jittipong Chiempitayanuvat disse que “o Brasil é muito sério e agressivo comercialmente. Também estamos impressionados com os investimentos feitos em tecnologia feitos por aqui”, comentou. Para o executivo, a capacidade organizacional brasileira gera confiança aos compradores internacionais. “O produtor local nos faz acreditar que, se houver algum problema, ele será resolvido”, afimou.

Jittipong acredita que a missão asiática abre portas para a ampliação do comércio da pluma de algodão. O tailandês se diz mais seguro agora em relação ao produto brasileiro. “Fica muito mais fácil defender a compra do produto vindo do Brasil para as empresas tailandesas”, considerou.

Presidente da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (Agopa), Luiz Renato Zapparoli apresentou à comitiva internacional um panorama completo acerca da cotonicultura de Goiás. Dados sobre a disposição territorial das plantações, as características da fibra colhida em Goiás, tamanho, resistência, grau de reflexibilidade e as porcentagens de algodão premium e standart, entre outros aspectos, foram apresentados detalhadamente.

Luiz Renato lembrou ainda que Goiás participa das rodadas de textes de Bremem (Alemanha) e do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC), tendo recebido boas avaliações. “Temos condição de mostrar nossa qualidade de forma detalhada, nosso nível de produção e sustentabilidade”, concluiu.

A Associação Sul-Matogrossense de Produtores de Algodão (Ampassul) também apresentou dados de sua produção. A apresentação ficou a cardo do diretor-executivo da instituição, Adão Hofmann, que enfocou os avanços do setor nas últimas safras. “Estamos melhorando para que os lotes sejam mais uniformes, começando no plantio até a comercialização”, comentou.

O presidente da Associação Brasileira de Produtores de Algodão (Abrapa), João Carlos Jacobsen lembra que a ideia de realizar missões comerciais começou em 2012, mas este é o segundo ano em que os compradores vêm ao Brasil. “O sucesso é enorme. Eles podem ver de perto que a nossa produção atende à sua demanda”, explicou.

Além de Goiás, a comitiva conheceu a produção do Mato Grosso e da Bahia. A produção goiana é a terceira maior do país, e na última safra produziu 43.4 mil toneladas de pluma. Mais de 90% da pluma produzida pelo estado traz certificações ABR e BCI. Nas últimas safras, houve recuo na área plantada. Para O presidente da Agopa, Luiz Renato Zapparoli, essa redução acompanhou o baixo preço do algodão no mercado. “alguns produtores optaram por outras culturas que ofereceram maior rentabilidade”, explicou.

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