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Tudo o que fizer, faça com a pureza do seu coração

(Foto: Reprodução)

Não se constrói amizade quando a base é a indiferença e unilateralidade.

Não se constrói amor quando a base é o interesse.

Não se constrói respeito quando a base é distorcida e manipulada.

Não se constrói temor quando a base é a chocarrice.

Não se constrói sabedoria quando a base é a arrogância.

Não se constrói humildade quando a base é a soberba.

Não se constrói gratidão quando a base é a inveja.

Não se constrói perdão quando a base é a vaidade e reincidências.

Não se constrói comunhão quando a base é a sordidez.

Não se constrói verdade quando a base é a fantasia.

Não se constrói relacionamento quando a base é a hesitação.

Não se constrói lealdade quando a base é dúbia.

Não se constrói carinho quando a base é a oposição.

Não se constrói responsabilidade quando a base é o desleixo.

Não se constrói sinceridade quando a base é o cinismo.

Não se constrói justiça quando a base é a seletividade e parcialidade.

Não se constrói generosidade quando a base é o mérito.

Não se constrói transparência quando a base é a máscara de estimação.

Não se constrói simpatia quando a base é a dissimulação.

Não se constrói bondade quando a base é o holofote.

Não se constrói espiritualidade quando a base é o fanatismo tendencioso.

Não se constrói humor quando a base é o escárnio.

Não se constrói companheirismo quando a base é a compensação.

Não se constrói ajustamento quando a base é sempre a punição.

Não se constrói alegria quando a base é o hedonismo.

Não se constrói alma quando a base é puramente a carne sem expressão e consciência.

Não se constrói casa quando a base é areia. Tudo desaba. Todo esforço empregado para construir o que não deveria ter erigido, se torna inútil.

A solidez de cada qualidade em suas dimensões espirituais, emocionais, exige verdade de ser. Antes de construir, saiba onde está seu coração – sim, pois emanam fontes de vida assim como também de toda forma de desvirtuação – de fato dele provêm todos os mananciais que por vezes nos levam ao caminho de vida, tantas outras se ilude estranhamente e de forma teimosa nos leva ao caminho da ilusão, auto-engano e corrupção.

Coração adora construir nas impossibilidades e nas suposições, quanto mais impossível, mais de forma alienada, iludida e indiscriminada quer construir.

Faz-se necessário a construção de um baluarte da Verdade em nós, para que toda edificação nasça da despretensiosa simplicidade de existir. Existir para permanecer.

Deniza Zucchetti é professora por vocação, quase Relações Internacionais, escritora por amor nas horas vagas e mãe de dois lindos filhos em período integral. Escreve todos os sábados.

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