Ok, mas cadê o respeito que deveria estar aqui?

Sabe aquela sensação de estar falando grego? A impressão que muitas vezes dá é que vivemos em mundos paralelos. Não nos entendem, não nos aceitam em nossa individualidade ou se fazem de desentendidos.

Quando você diz não e insistem no seu sim.

Quando diz sim e insistem no não.

E o ‘talvez’ então, nem se fala.

É estressante repetir várias vezes pra mesma pessoa o seu direito de ser, fazer, compreender, expressar, relacionar, sentir, caminhar – segundo o seu entendimento e contexto.

Cada ser tem seu dever, direito e o seu papel. Cada um de nós tem o direito de existir conforme bem entender – desde que não fira a integridade de ninguém, desde que o amor o norteie você pode ser quem acredita que deve ser.

Fica exaustivo conviver com pessoas que querem controlar tudo ao seu redor e inclusive você. Até sua forma de respirar é avaliada de forma negativa.

Quantas vidas são necessárias pra uma única pessoa, senão a dela mesma?

Respeito é uma palavra que não existe no dicionário de muitos.

Respeite o espaço dos outros. Respeite as escolhas dos outros. Respeite sua forma de pensar. Respeite sua forma de caminhar. Respeite a forma que os outros têm de lidar com a vida.

Se a forma de viver do outro te incomoda tanto, comece a se avaliar. O problema não é ele, é você!

Algumas pessoas precisam se desintoxicar de si mesmas e perceber que controlar a vida de quem quer que seja não melhorará em nada a dela. São tantos conceitos vagos, tantos princípios vazios e infantis que querem subjugar na vida daqueles que são próximos, que ao invés de ajudar, atrapalha. Atrapalha, pois o controle não ensina o exemplo sim!

Gente cega, que acredita piamente ver, quando sequer a ponta do nariz enxerga.

Somos únicos. E cada indivíduo carrega aprendizados diferentes que absorveram e absorvem durante toda a vida. Cada um enxerga segundo o seu olhar – parece redundante, mas não é!

Redundante é a repetição das mesmas atitudes inconvenientes daqueles que, mesmo sabendo que você não tolera o controle daquilo que não convém a ele, ainda assim ele está lá para se fazer ser entendido, quando não foi chamado.

Então, insistir em controlar um espaço do qual não lhe foi dado é deselegante, chato e no mínimo infantil.

Pessoas maduras respeitam. Respeitam sem ficar chateadinhos e não levando para o lado pessoal algo que é tão pessoal exatamente ao outro!

Quanto mais achar que deve ter o controle da vida alheia em suas mãos mais autoridade pela sua vida você perde. Seja uma carta. Deixe as pessoas lerem você! Aquilo que as edificarem tenha certeza de que assimilarão. No mais, viva em paz, deixe em paz também o outro viver!

Invista em seu crescimento pessoal, sem presunção, sem desejo de controle, sem a loucura de ter que sempre falar e ter a primazia de ser ouvido, mas nunca dando ao outro a oportunidade de também ser e expressar. Deixe o outro ser ele mesmo. Preocupe-se em apenas ser você – e largue no chão as algemas que insiste em carregar.

Deniza Zucchetti é professora por vocação, quase Relações Internacionais, escritora por amor nas horas vagas e mãe de dois lindos filhos em período integral. Escreve todos os sábados.

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