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Estudantes de Anápolis que sonham ser médicos fazem campanha para prestar vestibular

(Foto: Arquivo Pessoal)

Grupo atualmente estuda em cursinho pré-vestibular gratuito e está precisando de ajuda

A educação é uma das formas mais seguras de se conseguir vencer na vida. Consegui-la não é fácil e exige não somente dedicação, mas também dinheiro. É o que estão precisando um grupo de alunos de cursinho popular de Anápolis, que estão promovendo uma arrecadação na internet para conseguir viajar e prestar vestibular na Universidade do Estado do Mato Grosso (UNEMAT).

A maioria deles estudam já há algum tempo para medicina e, justamente por isso, precisam prestar vestibular em várias instituições de ensino super Brasil a fora.

Leôncio Silva, de 19 anos, faz parte do grupo de nove alunos. Conforme contou à reportagem do Portal 6, algumas universidades aplicam provas em Goiânia, mas UNEMAT é uma das que o vestibular só acontece no próprio estado.

“Agora no meio do ano são poucos vestibulares devido às universidades terem aderido ao Enem. Então estamos prestando para todos os lugares possíveis. Vamos fazer na Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e Universidade de Brasília (UNB) também, mas essas felizmente podemos fazer em Goiânia. Para a UNEMAT teremos realmente de ir até o Mato Grosso”, explicou.

O grupo de alunos vislumbram alugar uma van para o transporte. O custo total estimado é de R$ 1.900 e está sendo arrecadado por meio do site Vakinha. A disposição em pegar a estrada para fazer a prova é alimentada pelo sonho de fazer uma faculdade, diz Leôncio.

(Foto: Arquivo Pessoal)

“Já estamos cansados dessa rotina longa de estudos. Então, o quanto antes passarmos é melhor. Do contrário teremos de esperar até o final do ano para fazer o Enem de novo. Estamos indo atrás dos nossos sonhos, estudando o dia inteiro para que isso aconteça”.

A viagem está programada para 24 de junho, já a prova ocorre no dia seguinte. Segundo o grupo, estudantes da própria UNEMAT disponibilizarão lugares para que eles passem a noite sem precisar pagar por um hotel.

Carlos Augusto Lopes é professor do PrEA há cinco anos e acompanha a luta dos garotos.

“O PrEA está há seis anos realizando sonhos que, antes do surgimento do projeto, eram considerados impossíveis para uma parte dos jovens anapolinos. O ingresso dos alunos da rede pública na Universidade reafirma a relevância do cursinho que funciona graças ao trabalho de colaboradores voluntários. Ajudar esses jovens é investir em um futuro melhor para eles e, consequentemente, para a sociedade.”

O número  (62) 9 9410-3343 foi disponibilizado pelo grupo para mais informações.

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