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Os políticos de Anápolis que mais têm condições de se elegerem deputados

Após ouvir líderes partidários, políticos, marqueteiros e profissionais da imprensa o Portal 6 lista os maiores potenciais

Ano de eleições gerais no Brasil, 2018 será decisivo para o mundo político nacional. A Operação Lava Jato tende a fazer estragos e enterrar de vez a carreira de muitas figuras tradicionais, abrindo espaço para que personagens novos, sem histórico de corrupção ou ‘não-políticos’, sejam eleitos.

Em Anápolis, partidos políticos e articuladores profissionais já trabalham com nomes para concorrer ao pleito. A expectativa, na leitura de muitos, é de que a cidade pode eleger mais deputados estaduais e manter pelo menos duas cadeiras na Câmara Federal.

Após ouvir líderes partidários, políticos, marqueteiros e profissionais da imprensa o Portal 6 lista os que têm mais potencial de votos no cenário local. A avaliação também leva em conta estrutura, capilaridade das legendas, plataforma e possível recall de outras eleições.

Assembleia Legislativa

Carlos Antônio (PSDB) – Deputado estadual por dois mandatos, o radialista tem condições de se reeleger mais uma vez. Porém, terá de fazer cálculos –  já que saiu menor politicamente da disputa pela Prefeitura de Anápolis em 2016. A considerar os votos que obteve para o Executivo Municipal, um total de 19.788, Carlos Antônio corre risco de ficar como suplente caso permaneça no PSDB. Justamente por isso as especulações de que ele possa sair da legenda antes, mas permanecer na base do governo estadual, ganham sentido.

(Foto: Reprodução)

Valeriano Abreu (PSC) – O atual chefe do Procon Municipal surpreendeu na eleição para prefeito no ano passado. Com um discurso conservador a la Bolsonaro, o advogado conseguiu movimentar as redes sociais e abocanhar milhares de eleitores indecisos até o debate da TV Anhanguera, dias antes do 1º turno. Com mais de 23 mil votos obtidos, Valeriano tornou-se uma aposta natural do PSC para deputado estadual, sobretudo para ajudar o presidente do partido, Simeyzon Silveira, atualmente deputado estadual, a conseguir a difícil missão de se eleger à Câmara Federal.

(Foto: Reprodução)

Pedro Canedo (DEM) – Terceiro lugar na disputa para prefeito, o democrata deve ser o candidato do senador Ronaldo Caiado em Anápolis. Canedo e Caiado são parentes e a candidatura do ruralista ao Governo de Goiás, com ou sem o apoio do PMDB goiano, ajudará na disputa pelos votos locais à Assembleia Legislativa. Com um histórico de já ter disputado várias eleições, o médico oftalmologista sabe das dificuldades e se não se sentir em condições, pode lançar o filho Pedro Paulo, também médico, ao cargo como plano B.

(Foto: Reprodução)

Rubens Otoni (PT) – Deputado federal desde 2002, as coisas não estariam tão fáceis para Rubens Otoni disputar uma nova eleição para o Congresso. O desgaste nacional do PT e o arrefecimento do partido no estado levam o petista a considerar fortemente a tentativa de voltar para a Assembleia Legislativa. Outro fator que impulsiona essa decisão é o fato de que, talvez, apenas o irmão Antônio Gomide, atualmente vereador, tenha mais condições de conseguir uma cadeira na Câmara por ser ex-prefeito de Anápolis.

(Foto: Reprodução)

João Gomes (PP) – Derrotado na última eleição para prefeito de Anápolis, João Gomes decidiu sair do PT e se tornar o nome do PP do senador Wilder Moraes na cidade. Embora o partido já quase inexista com militância e estrutura no município, acredita-se, sobretudo na base de Marconi Perillo, que o ex-prefeito possa ter recall suficiente para se eleger deputado estadual.

(Foto: Reprodução)

Vilma Rodrigues (PSC) – Nome, apoio popular, e consequentemente muito votos, a segunda vereadora mais bem votada do último pleito ao legislativo de Anápolis tem. Falta, entretanto, disposição para a disputa. Ela quer permanecer na Câmara Municipal. Mas assim como aceitou, por motivos mais fortes, se candidatar a vereadora, pode também acabar cedendo a ideia. A candidatura de Vilma não é vista como ameaça a Valeriano, pois ambos têm apoiadores diferentes.

(Foto: Reprodução)

Thaís Souza (PSL) – Eleita pela causa animal à Câmara Municipal, quase sem fazer campanha, Thaís Souza tem buscado dar visibilidade às ações que empreende em Anápolis. É uma das poucas pessoas atualmente com plano de voo e deve ter o apoio de ativistas pelo estado.

(Foto: Reprodução)

José de Lima (PV) – Eterno candidato a prefeito de Anápolis, José de Lima tem capilaridade na região Norte da cidade e apoiadores para fazer uma campanha minimamente estruturada.

(Foto: Reprodução)

Amilton Filho (SDD) – O atual presidente da Câmara Municipal sabe como disputar uma eleição de maneira profissional e deve ser uma aposta de Lucas Virgílio, atualmente deputado federal e filho do empresário Armando Virgílio, para conseguir votos em Anápolis.

(Foto: Reprodução)

Câmara Federal

Antônio Gomide (PT) – As movimentações para que o ex-prefeito com mais popularidade da história recente de Anápolis possa ser vice de Daniel Vilela ao governo do estado são nítidas, repercutidas na imprensa e não negadas pelo PT. Porém, caso o PMDB apoie Ronaldo Caiado na disputa pelo Palácio das Esmeraldas, a corrente natural é que o petista seja candidato à Câmara dos Deputados, na estratégia que o PT tem para eleger o mínimo possível de cadeiras naquela Casa.

(Foto: Reprodução)

Alexandre Baldy (PODE) – Tem dinheiro. Isso já ajuda muito em qualquer campanha, sobretudo em um cenário em que as contribuições de empresas já não são mais possíveis no Brasil. Trabalha de maneira profissionalizada para manter-se minimamente em visibilidade no cenário nacional. Porém, é visto como alguém que não é da cidade, embora sempre diga que também mora aqui. Por garantia deve interiorizar a campanha. Caso Daniel Vilela não consiga ser candidato a governador, Baldy, se incentivado pelo partido dele (o PTN, que trocou de nome para “Podemos” como tentativa de renovação) pode, mesmo que remotamente, ser candidato ao cargo.

(Foto: Reprodução)

Manoel Vanderic – O delegado mais popular de Anápolis sempre ressalta que não quer entrar para o mundo político. É muito assediado por partidos que sabem que, se candidato a qualquer coisa, teria um caminhão de votos na cidade.

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