Gomide corre o risco de ficar inelegível por causa de multa milionária
Ter renunciado à Prefeitura de Anápolis para disputar o Governo pode, literalmente, ter custado caro para o petista e então vice que tucanou
A próxima terça-feira (20) pode ser de pesadelo para o hoje vereador Antônio Gomide (PT). É que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cobra do ex-prefeito de Anápolis uma multa por não ter conseguido declarar a procedência de R$ 1,4 milhão recebidos pela campanha dele na disputa pelo Governo de Goiás, em 2014 – do qual amargou um quarto lugar.
Gomide teve como vice na chapa o então vereador por Goiânia Tayrone Di Martino, à época filiado ao Partido dos Trabalhadores. Porém, o companheiro saiu da chapa – e depois do partido – dias antes da eleição. Atualmente, Tayroni é uma das principais apostas do tucanato goiano para a Câmara dos Deputados.
Porém, tanto ele, quanto Gomide, que pretende ser candidato à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), podem ficar de fora da eleição se não pagarem a multa milionária instituída pelo colegiado do TRE.
O processo que começou com a prestação de contas ainda em 2014 se arrasta com recursos protelatórios por parte da defesa e hoje, já transitado em julgado, aguarda apenas a consideração de embargos declaratórios para a execução da decisão judicial.
Caso a defesa petista consiga emplacar os embargos na audiência de terça-feira (20), o processo pode se arrastar por mais alguns meses em que a Justiça terá de esclarecer pontos questionados pela defesa. Se não tiver êxito nesta estratégia, não restará outra alternativa senão pagar o dinheiro à União.
Com a palavra o ex-prefeito Antônio Gomide e candidato derrotado em 2014 para o Governo de Goiás
Com a palavra o ex-vereador Tayrone Di Martino, vice na chapa de Gomide








