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Igrejas aguardam Roberto sancionar lei para receberem auxílio financeiro da Prefeitura

52º Comepe, da Igreja Assembleia de Deus de Anápolis. (Foto: Reprodução)

Comepe e Umada esperam receber R$ 15 mil cada um para ajudar a custear despesas com eventos durante o carnaval

O feriado prolongado de Carnaval foi movimentado pelos dois grandes congressos evangélicos de Anápolis. Juntos, o Comepe (Congresso de Mocidades Evangélicas Pentecostais) da Assembleia de Deus de Anápolis e a Umada (União da Mocidade da Assembleia de Deus em Anápolis) do Ministério Madureira reuniram cerca de 75 mil jovens.

Como esperado, segundo os organizadores de ambos eventos ouvidos pela reportagem do Portal 6, os dias de festa foram um sucesso, mas passada a ressaca seca chegou a hora de fechar as contas. Para isso, as duas igrejas esperam receber ajuda financeira por parte da Prefeitura de Anápolis, que pela primeira vez em vários anos não concedeu nenhum subsídio anterior a realização do evento.

Em 2016, ainda na gestão João Gomes (PT), o Comepe recebeu auxílio financeiro de R$ 50 mil e a Umada R$ 40 mil. Neste ano a ajuda, caso o prefeito Roberto Naves (PTB) sancione a lei autorizativa da Câmara Municipal, deve ser bem menor, na casa dos R$ 15 mil.

O Centro Administrativo sabe que sancionar essa lei traria um desgaste imenso para Roberto, uma vez que só a votação unânime do benefício pelos vereadores já repercutiu mal em toda a cidade. Relembre.

Como agravante, a Câmara Municipal também concordou com a emenda do vereador Dominguihos do Cedro (PV), que estendeu a ajuda para todas as igrejas que “tradicionalmente já fazem parte do turismo religioso da cidade”.

No Facebook do Portal 6 foram mais de 1.300 compartilhamentos criticando a medida e cobrando o veto do prefeito. Majoritariamente, os comentários na publicação dentro do site também foram negativos.

Pagar comida

45º Umada, da Igreja Assembleia de Deus Ministério Madureira. (Foto: Reprodução)

Conta o presidente da Umada, pastor Damião Cícero Santana, que o dinheiro ajudaria a suprir os gastos com refeições oferecidas gratuitamente aos congressistas durante todo o evento. “Servimos cerca de quatro mil refeições por dia. Essa foi a nossa maior despesa”.

O aperto nas contas, entretanto, não comprometeu a qualidade e a segurança do evento pentecostal, já em sua 45º edição. “Foi tudo que esperávamos. Muito bom, e mesmo com a crise no país, não tivemos nenhum incidente de violência. Tivemos uma festa bem pacífica e pudemos sentir o mover do Espírito Santo”.

Mesmo êxito teve o Comepe, que trouxe este ano as cantoras Nívea Soares e Gabriela Rocha, além do polêmico Lucinho Barreto como preletor principal.

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