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Dia mais importante para Santa Casa no ano foi antecipado por falta d’água no hospital

(Foto: Danilo Boaventura)

Presença dos ministros da Saúde e Cidades trouxe recursos milionários para a instituição, que passa por problemas financeiros graves

Se esta quarta-feira (19) foi de literal festa na Santa Casa de Misericórdia de Anápolis, o dia anterior foi de agonia. Faltou água no prédio, que deixou seca as torneiras, bebedouros e até chuveiros do hospital.

A assessoria de imprensa da instituição garante que o problema não ocorreu por falta de pagamento à Saneago, mas ainda não se sabe o que pode ter afetado o abastecimento do prédio. Um estudo ainda está sendo feito para descobrir se comércios e residencias próximas também foram afetadas.

Durante a tarde, o hospital estava limpo e preparado para receber ministros de Estado, Gilberto Occhi (Sáude) e Alexandre Baldy (Cidades), além do prefeito Roberto Naves (PTB) de outros políticos e autoridades.

(Foto: Rafaella Soares)

No evento, um termo de compromisso foi firmado com o Governo Federal para entregar à Santa Casa um equipamento mais moderno no tratamento de câncer.

Outros investimentos para a saúde do município, na ordem de R$3,5 milhões, também foram anunciados.

“Anápolis ganhará uma academia de saúde e também uma caminhonete para combater doenças endêmicas, como Zika e Chikungunya. A grande mensagem é que a cidade está dentro do programa de expansão de radioterapia e vai receber um acelerador nuclear. A obra será ano que vem  e esse é o equipamento que já tem de mais moderno no Brasil, pois é muito mais preciso e o paciente terá que tomar menos sessões de radioterapia”, explicou Gilberto Occhi.

Mais leitos

Na mesma oportunidade, a Santa Casa foi habilitada para receber uma Unidade de Internação em Cuidados Prolongados (UCP), com 25 novos leitos que custam quase R$ 2 milhões ao Sistema Único de Saúde (SUS).

“Cuidados prolongados serve para a reabilitação de pacientes graves, como o sequelado de AVC ou acidente automobilístico. A rede de Urgência e Emergência prevê que o paciente que é atendido nessa situação nem sempre tem condições de voltar pra casa ou ficar numa internação, então ele passará por reabilitação até que tenha condições de ser acompanhado em uma unidade básica”, explicou Júlio César Gomes, vice-diretor da Fundação de Assistência Social de Anápolis (FASA).

Isso fará com que a cidade passe a ter o quantitativo mínimo de leitos e o primeiro de todo o estado. Para ser ocupado, a regulação é quem traçará o perfil dos pacientes e disponibilizará o encaminhamento.

Problemas financeiros

Entidade que mantém a Santa Casa de Misericórdia e administra o Hospital Estadual de Urgências de Anápolis (HUANA), a FASA passa por dificuldades financeiras. Atrasos de salários em ambas unidades ocorrem mensalmente, além da falta sistemática de insumos básicos.

Júlio César, no entanto, disse que a questão está sendo resolvida.

“A dificuldade financeira que a afeta a Santa Casa, não só a de Anápolis, demonstra a precariedade que a saúde vem enfrentando no estado e no país. A dificuldade de insumos está resolvida porque o Governo [Estadual] liberou duas parcelas de custeio, referentes ao mês de agosto e setembro, que estavam em atraso, e nos garantiram que até o final do mês e gestão, vai concluir o convênio de custeio conosco. A questão salarial, os recursos do Ministério da Saúde já foram disponibilizados para o município, então será feito o pagamento referente ao mês de novembro,” adiantou.

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