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João de Deus teria traficado bebês e mantido escravas sexuais em Anápolis

(Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil)

Negras, de baixa renda e que viviam próximas dos garimpos ilegais. Esse é o perfil apontado como sendo o das vítimas

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e o Ministério Público de Goiás (MP-GO) estiveram em contato, nesta segunda-feira (07), com a ativista Sabrina Bittencourt, do Somos Muitas.

Em vídeo publicado nas redes sociais, ela denunciou que o médium João de Deus integrava uma quadrilha internacional de tráfico de crianças há 20 anos.

Sabrina Bittencourt ainda afirma na postagem que mulheres também eram escravizadas, inclusive sexualmente, a troco de comida.

“Em geral, mulheres negras de baixa renda, tanto em Abadiânia quanto em Anápolis quanto no Norte de Minas, que viviam próximas dos garimpos ilegais de João de Deus”, detalhou. Assista:

Ao Metrópoles, do Distrito Federal, a promotora Gabriela Mansur confirmou que a conversa da ativista com os órgãos se deu por meio de teleconferência e que as denúncias serão averiguadas.

“Foi uma oitiva informal. Ela apresentou alguns fatos, alguns nomes, algumas provas. Tudo isso será encaminhado para os órgãos competentes. Tudo vai ser apurado”, disse.

Conhecido nacionalmente e fora do país, João de Deus é acusado por centenas de mulheres de ter cometido abusos sexuais contra elas durante atendimentos espirituais na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.

A força tarefa que atua no caso já contabilizou mais de 600 contatos feitos por supostas vítimas, vindos inclusive de outros estados e fora do país.

O líder espiritual segue preso Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia e a defesa nega todas as acusações.

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