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Funcionária é indiciada após discriminar deficiente em lotérica de Anápolis

(Foto: Divulgação)

Mãe da vítima estava assistindo tudo à distância e levou o caso à Polícia Civil

Atualizado às 23h11, com posicionamento da lotérica

A Polícia Civil indiciou uma atendente da casa lotérica localizada no interior do Terminal Urbano de Anápolis, por discriminar Diego Campos Nascimento, de 30 anos, que possui deficiência física e intelectual.

Conforme o delegado Manoel Vanderic, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Pessoa com Deficiência, o rapaz teve falta de oxigenação no cérebro assim que nasceu e ficaram as sequelas. O caso foi registrado em dezembro do ano passado.

“O Diego frequenta a APAE, anda sozinho, tem uma certa independência porque a mãe ensina ele. Nessa ocasião, a mãe levou ele para pagar uma conta na lotérica, entregou para ele o dinheiro trocado com o boleto, mas quando chegou a vez dele a atendente se recusou a receber. “, disse.

A negativa da funcionária causou revolta nas pessoas que estavam na fila. A mãe de Diego, que assistia a cena de longe, se aproximou e explicou que estava acompanhando tudo e não teria problema se a mulher pegasse o dinheiro para fazer o pagamento.

“Mesmo com a mãe ao lado, a atendente se recusou a receber. Infelizmente o caso não foi denunciado no dia porque daria prisão em flagrante, mas a gente instaurou o inquérito e ela vai responder por discriminação. Ninguém foi preso ainda no país porque muita gente não tem conhecimento que isso é crime, enquanto isso a impunidade reina”, afirmou Vanderic.

Nos próximos dias o Poder Judiciário receberá o inquérito do caso. Se condenada, a mulher poderá pegar até três anos de pena.

Outro lado

Proprietária da lotérica, Larissa Carrijo, de 28 anos, entrou em contato com o Portal 6 e informou que estranha a versão citada na reportagem, uma vez que sequer teve depoimento colhido.

Nada aconteceu conforme está publicado. A atendente informou ao cliente que ele não poderia pegar conta de outras pessoas pra pagar, sem saber que se tratava da mãe dele, logo ele saiu. Passado alguns minutos a mãe dele retornou em outro caixa da Lotérica com ele, eu [proprietária] estava presente expliquei a ela o que havia acontecido, pois a mãe não estava presente no momento anterior, e eles foram sim atendidos. A mãe está tão equivocada, que nem o nome da atendente está correto. 
Eu respondo em nome da empresa, e repúdio qualquer tipo de descriminação, nunca recusamos atendimento a quem quer que seja. Já comparecemos na delegacia para esclarecer os fatos, e estamos à disposição para qualquer dúvida.

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