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Justiça toma decisão sobre ocupação na fazenda de João de Deus em Anápolis

(Foto: Divulgação/ MST)

Mulheres sem terra justificam que território “é fruto do abuso, do estupro e da violência”

Decisão do juiz Dante Bartoccini determinou nesta sexta-feira (15) a saída voluntária das ocupantes da Fazenda Agropastoril Dom Inácio.

Pertencente ao médium João de Deus, a propriedade rural de 600 hectares fica às margens da GO-433, no distrito de Souzânia, em Anápolis.

Na última quarta-feira (13), mulheres ligadas ao Movimento Sem Terra  (MST) e Movimento Camponês Popular (MCP) começaram a se instalar no espaço.

“Um território que é fruto do abuso, do estupro e da violência. Lutamos #PorTodasNós em um Brasil que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) é o quinto em mortes violentas de mulheres no mundo”, justificaram por meio das redes sociais.

Com a sentença, elas têm prazo de 15 dias para deixar a Fazenda Agropastoril Dom Inácio. O documento, segundo o G1, afirma que, devido ao “número significativo de ocupantes, a medida concedida deverá ser cumprida mediante reforço policial”.

O juiz Dante Bartoccini também deixou autorizada, na decisão, “a prorrogação do cumprimento do mandado de reintegração compulsório, pelo prazo de 30 (trinta) dias”.

Em tempo

João de Deus foi preso preventivamente em dezembro após denúncias de crimes sexuais praticados por ele ao longo das últimas décadas.

Em janeiro, a Justiça de Goiás o tornou réu em pelos crimes de violação sexual e estupro de vulnerável após a juíza Rosângela Rodrigues dos Santos acatar denúncia protocolada pelo Ministério Público de Goiás no último dia 28 de dezembro.

Ao todo, o órgão recebeu mais de 500 denúncias de mulheres que alegam terem sido vítimas do médium enquanto passavam por tratamento espiritual na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia.

Preso no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, João de Deus nega as acusações e chegou a dizer em depoimento que  não se lembra das mulheres que o denunciaram.

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