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CPI que investiga a Enel agenda discussão na Câmara Municipal Anápolis

(Foto: Ruber Couto/Alego)

Deputados rebateram críticas e afirmaram que a má prestação de serviços por parte da companhia tem atrapalhado o desenvolvimento do Estado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) que investiga a Enel desembarca até a Câmara Municipal Anápolis na próxima quarta-feira (17).

A decisão foi tomada na última reunião, ocorrida na quinta-feira (11), após pedido dos vereadores locais, e ainda falta ser acertado o horário com o presidente da Casa, Leandro Ribeiro (PTB).

A antecipação do encontro, pré-fixado para ocorrer sempre nas manhãs de quinta-feira, surge em decorrência da possibilidade de prolongamento do feriado da Semana Santa, que, começaria, então, já no dia 18 (próxima quinta-feira).

Outro ponto pacificado na agenda do colegiado, neste quarto encontro, foi a reunião ordinária da quinta-feira da semana seguinte, dia 25. Nesta, está prevista, por sua vez, a realização de oitiva com o presidente do Conselho Regulador da Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR), Eurípedes Barsanulfo da Fonseca.

A convocação foi defendida pelo deputado Alysson Lima (PRB), coautor da proposta que deu origem à CPI com Henrique Arantes. Ao fazê-la, ele que, também é membro titular do colegiado, destacou a importância de que a entidade apresente o balanço dos últimos dois anos e meio de suas ações fiscalizadoras, com todos os extratos de autos de infração que, por ventura, tenha sido aplicados à Enel.

O objetivo seria verificar se as multas lavradas em nome da fornecedora italiana estão sendo, de fato, cobradas. Em especial, ele destaca sanção no valor de R$ 18 mil, que teria sido aplicada à empresa, em 2017.

Os deputados também rebateram, nesta ocasião, críticas que vem sendo levantadas contra a CPI por alguns colegas parlamentares da Casa e outros, como o ex-deputado federal e empresário goiano Sandro Mabel (MDB). Para estes, os trabalhos de investigação estariam atrapalhando a expansão de investimentos no setor empresarial em Goiás.

Contrários a essa visão, os deputados membros da CPI saíram em defesa do colegiado. Eles afirmaram que a má prestação de serviços da Enel é uma das causas que estaria, justamente, atravancando o referido desenvolvimento do estado. Segundo estes, várias empresas estariam hoje impossibilitadas de ampliar seus respectivos parques industriais por deficiências presentes na atual malha de fornecimento de energia elétrica.

Nas próximas reuniões os membros do colegiado ainda deverão definir as agendas de oitivas previstas com os dois ex-governadores de Goiás, Marconi Perillo e José Eliton (ambos do PSDB), e com o atual presidente da Enel, Abel Rochinha.

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