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Caso que revoltou Anápolis vai a julgamento nesta segunda-feira (13)

(Foto: Danilo Boaventura)

“Isso é tudo o que eu mais quero porque ele acabou com minha vida”, disse mãe em entrevista exclusiva ao Portal 6

“Ele era um menino bom, inteligente, dedicado e cresceu na igreja. Com apenas dez anos fazia questão de me ajudar na feira. Tocava e cantava, era extrovertido, por onde passava todo mundo gostava do meu filho. Queremos que a justiça seja feita”, deseja Divina Aparecida da Silva, mãe de Lucas Marquês, morto a facadas aos 17 anos pelo pai da namorada dele dentro da Assembleia de Deus Madureira do bairro Itamaraty, em janeiro de 2016.

Réu confesso, Valdeir Narciso Pereira, de 45 anos, vai a juri popular nesta segunda-feira (13). A audiência no Tribunal do Juri, no Fórum de Anápolis, começa às 09h e a família da vítima pretende lotar o espaço com o máximo de apoiadores.

O brutal assassinato do adolescente revoltou a população da cidade e escandalizou a comunidade evangélica local.

“Naquele dia meu filho levantou 06h para trabalhar e depois foi com um amigo para igreja. Ele foi ameaçado lá, mas ninguém imaginava que o Valdeir iria voltar com uma faca e matar meu filho dentro da igreja”, relembrou Divina em entrevista exclusiva ao Portal 6.

“Eu ligava para o Lucas toda hora e ele não me atendeu. Então, liguei para Sara e ela me disse para eu correr lá. Quando cheguei na igreja, haviam acabado de levar meu filho e aquele monstro já tinha feito essa barbaridade com ele”, emendou.

Lucas namorava Sara Silva, a filha do assassino, há dois meses. Segundo a mãe da vítima, o relacionamento era apenas “um caso entre adolescentes e tudo [o assassinato] aconteceu por crueldade”.

Após matar a vítima, Valdeir se apresentou dias depois à Polícia Civil e foi preso preventivamente no mesmo ato. Feito pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), o pedido já estava autorizado pela Justiça. Desde estão ele não saiu mais da cadeia.

Os familiares e amigos de Lucas nutrem a expectativa de que o assassino pegue a pena máxima, que pode chegar a 30 anos de reclusão.

“Isso é tudo o que eu mais quero porque ele acabou com minha vida. Foi um crime brutal, que despedaçou minha família sem nenhuma motivação. Domingo (12) é dia das mães e não tem como eu dar um abraço no meu filho. Só vivo chorando”, disse Divina.

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