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Quarentena de brasileiros repatriados da China coloca os olhos do mundo sobre Anápolis

Portal 6 levantou as principais dúvidas da população sobre o antes e depois da quarentena na cidade

Denilson Boaventura Denilson Boaventura -
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São esperados em Anápolis neste sábado (08) as 34 pessoas (brasileiros e parentes) que deixam Wuhan, cidade chinesa epicentro do surto de coronavírus, para passar por uma quarentena.

As aeronaves VC-2 – uma delas destinada ao transporte presidencial – deixaram o solo brasileiro por volta das 12h22 desta quarta-feira (05).

Cada avião saiu com 18 tripulantes, sendo que esses sete são da área de saúde (seis médicos militares e um ligado ao Ministério da Saúde).

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Quando chegarem ao Brasil, todos os resgatados, bem como a tripulação de militares e um cinegrafista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que estão a bordo, passarão por uma quarentena de 18 dias Ala 2.

(Infográfico: Ministério da Defesa)

Na Base Aérea, eles ficarão isolados e terão tratamento gratuito e o direito de serem informados permanentemente sobre seu estado de saúde.

A unidade militar, que pertence à Força Aérea Brasileira possui dois hotéis, que serão utilizados durante o período de observação. Ela já foi vistoriada por equipes do Governo Federal e está sendo preparada a quarentena.

“Aqueles que não tem sintomas ficarão numa área branca. Qualquer problema temos ainda condição de passar para uma área amarela, todos em apartamentos individuais e, caso necessário, passar para uma área vermelha, [que é a] evacuação aeromédica para o Hospital das Forças Armadas, em Brasília”, explicou Fernando Azevedo, ministro da Defesa.

Cobertura

Mesmo antes da quarentena se iniciar, os olhos do mundo já se voltaram para Anápolis. Veículos de comunicação estão atentos sobre a situação e a tendência é que a cobertura se intensifique nos próximos dias.

Equipes do O Globo já estiveram na cidade e entrevistaram moradores do Santos Dummont, bairro que fica separado da Ala 2 por apenas uma cerca de arame. Ao jornal carioca, populares relataram apreensão.

“Se o presidente Bolsonaro quer trazer essas pessoas para o Brasil, por que não leva para a casa dele?”, questionou o comerciante João Batista Cândido, de 43 anos, ao impresso.

Já Taís Tatiana Pereira de Oliveira, de 32 anos, relatou o medo do coronavírus se propagar em Anápolis. “Tudo o que a gente ficou sabendo foi pela TV ou pelo que os vizinhos estão dizendo”, disse.

Na televisão, as principais emissoras do país reportaram a repatriação de brasileiros para Anápolis. Veículos internacionais, como a CNN e o El País também estão dando cobertura para o caso.

Perguntas e respostas

  • Os brasileiros que passarão por quarentena em Anápolis estão infectados pelo coronavírus?

Não! Antes de embarcar da China, todos serão submetidas a exames médicos prévios. Quem apresentar sintomas compatíveis não poderá viajar.

  • Eles serão atendidos pelo Hospital Municipal Jamel Cecílio ou pela UPA da Vila Esperança?

Não! Equipes de saúde do Governo Federal estarão na Ala 2, que terá aviões à disposição para encaminhar qualquer emergência ao Hospital de Base, em Brasília.

  • O que acontecerá com os brasileiros que estão na Ala 2 após o período de quarentena?

Cada um será encaminhado de volta para seu município de origem. Só ficará em Anápolis quem for morador daqui ou preferir continuar na cidade. No entanto, terá de deixar as instalações da Base.

  • O coronavírus é transmitido pelo ar?

Até o momento não há evidências científicas que comprovem isso. Sabe-se, no entanto, que a infecção pode ser passada de uma pessoa para outra por meio do contato com gotículas de secreção liberadas quando um infectado espirra ou tosse.

  • Anápolis já tem algum caso suspeito de coronavírus?

Não! Boletim atualizado do Ministério da Saúde informa que somente 11 pessoas ainda com suspeita da infecção no país. Desses, nenhum é em Anápolis nem em Goiás.

  • Quais  os sintomas de coronavírus?

Febre, tosse e falta de ar. Em alguns pacientes, pneumonia, síndrome respiratória aguda grave e insuficiência renal. Ressalte-se, contudo, que são ocorrências comuns a diversas enfermidades — daí a importância de sempre procurar orientação médica.

*Com informações da Agência Brasil

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