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Bronca de pastor em congresso de jovens acende mais uma polêmica em Anápolis

Roberto Naves e José Clarimundo César durante o 55º Comepe. (Foto: Reprodução)

“Será que tem alguém dentro da CMTT querendo prejudicar o prefeito?”, questionou o líder religioso

As polêmicas envolvendo os congressos religiosos em Anápolis continuam e o debate da vez é a ação da Companhia Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT) ocorrida na noite da última segunda-feira (24) nos arredores da Praça da Bíblia, no Jardim Bandeirante.

Além de um automóvel guinchado, outros 17 foram autuados pelo órgão. Os veículos pertenciam aos fiéis que acompanhavam o 55º Congresso de Mocidades Evangélicas Pentecostais (Comepe), realizado na matriz da Assembleia de Deus Ministério de Anápolis.

Ao tomar conhecimento da situação, José Clarimundo César, pastor presidente da instituição, fez um desabafo durante o evento. “Será que tem alguém dentro da CMTT querendo prejudicar o prefeito? Por que escolher justamente a noite da visita dessas autoridades à igreja para mostrar serviço?”, questionou.

No dia em questão, Roberto Naves (PP) e o vice Márcio Cândido (PSD) marcaram presença no Comepe. “Aí eu pergunto, será que a CMTT é eficiente em todas as noites? Dos 365 dias do ano, ou nesse ano que é bissexto, nesses 366 dias do ano, será que trabalham todas as noites até essa hora onde há eventos na cidade todas as noites do ano?”, continuou.

Aplaudidas pela multidão que acompanhava o evento, as falas de José Clarimundo César viralizaram nas redes sociais. “Esses condutores, como bons cristãos, mantiveram a ordem pública, não ligaram som de seus carros com excesso de decibéis para prejudicar a vizinhança”, defendeu o líder religioso.

“Esses condutores, membros da nossa igrejas ou outras igrejas evangélicas que vieram para cá, não haviam usado bebida alcoólica para uma direção perigosa contra os cidadãos e principalmente os vizinhos daqui da nossa matriz, nenhum deles parou o carro para fazer xixi no pé do muro do vizinho, como infelizmente acontece muito nos dias do Carnaval e a nação inteira sabe disso”, criticou.

José Clarimundo César, no entanto, reconheceu que alguns veículos poderiam estar irregulares. “Mas não posso concordar que um carro seja levado, guinchado, porque um crente sóbrio, cidadão, ordeiro, honesto, apenas pode ter cometido uma pequena infração” explicou. “Isso não pode acontecer mais em Anápolis”, finalizou. Assista:

Outro lado

Agente Gama, fiscal da CMTT que atuou na ação, divulgou uma nota rebatendo o pronunciamento do pastor presidente da Assembleia de Deus Ministério de Anápolis. Segundo ele, o trabalho no local seguiu o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e não teve o objetivo de prejudicar nem Roberto nem o Comepe.

“Sequer sabia da presença do prefeito no evento em questão. Também não tenho nada contra cristãos. Inclusive aproveito para parabenizar a maioria que realmente são ordeiros e sabem conduzir e estacionar corretamente seus veículos”, afirmou.

O profissional detalhou que os veículos autuados estavam sobre calçadas estreitas atentando contra a segurança de pedestres. “Sem contar que o peso dos carros danificam estas calçadas feitas pelos donos dos imóveis vizinhos”, explicou.

“Acho que o senhor Clarimundo beirou a inversão de valores. A sociedade em geral não compactua com infrações de trânsito e não faz o menor sentido achar que o serviço de fiscalização prejudica qualquer agente político. Afinal, não devemos todos (inclusive políticos) buscar pelo cumprimento da lei?”, finalizou.

A reportagem do Portal 6 procurou a assessoria de comunicação da CMTT, mas não obteve resposta com o posicionamento oficial do órgão sobre o caso até o fechamento desta publicação, às 20h30 desta quinta-feira (27).

Em tempo

Assim como no Comepe, a 48ª edição do congresso da União de Mocidade das Assembleias de Deus em Anápolis (UMADA), realizado no mesmo período pelo Ministério Madureira, também foi marcada por polêmica. Matias Júnior, um dos preletores convidados, aproveitou seu momento no púlpito para atacar a Church in Connection e dizer que os fiéis da igreja vão para o inferno.

Pastor gera polêmica ao atacar igreja em Anápolis e dizer que fiéis vão para o inferno

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