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Em depoimento, Milza garante que homem que a denunciou quis participar do crime

Segundo ela, ele teria exigido dinheiro adiantado e sexo para ajudá-la a esconder o corpo de Wanderly Francisco

Exatamente às 04h21 desta quarta-feira (08), Milza Maria Vieira dos Santos, de 59 anos, foi colocada frente à frente com a Polícia Civil para prestar depoimento sobre a morte de Wanderly Francisco da Costa, de 45 anos.

O relato, enviado ao Poder Judiciário na tarde desta quinta-feira (08), juntamente com o Auto de Prisão em Flagrante, diverge da que foi contada pelo homem que a denunciou à polícia e indica uma possível participação dele no crime.

Ao delegado Cleiton Lobo, Milza contou que estava em casa na noite do último sábado (04), quando ouviu gemidos no quintal e não quis sair para ver do que se tratava. No dia seguinte, encontrou Wanderly caído no chão, sem vida.

Sabendo que tinha um mandado de prisão em aberto, ela decidiu envolver o corpo com um lençol e atear fogo ao invés de acionar a Polícia Militar (PM).

Percebendo que o corpo não queimaria completamente, Milza afirma ter enrolado Wanderly em um cobertor e o colocado dentro de dois sacos de ração, ao lado da cama.

Na terça-feira (07), após ir à Abadiânia para uma consulta médica, a mulher alega ter encontrado um conhecido, que seria usuário de drogas, e pediu ajuda para esconder o corpo. O homem, de 36 anos, teria cobrado R$ 100 pelo serviço.

Quando chegou na casa de Milza, porém, ele pediu o pagamento adiantado e queria ter relações sexuais. Em seguida, saiu sem dizer para onde ia e voltou acompanhado de policiais, que deram a voz de prisão.

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