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Promotora de Anápolis pede que juíza mantenha preso motorista de app que levou cliente para motel

Mãe da jovem, em entrevista exclusiva ao Portal 6, sustenta que a filha foi dopada e estuprada após receber balinha no carro

Da Redação Da Redação -

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO), por meio da promotora Maria Helena Gomes Medeiros, se manifestou ainda na segunda-feira (25) pela manutenção da prisão de motorista de aplicativo, suspeito de estuprar uma jovem em Anápolis.

No documento, obtido com exclusividade pelo Portal 6, ela sustenta que há vários indícios da autoria do crime, como provas entregues pela polícia, declarações da vítima e o laudo de lesão corporal do Instituto Médico Legal (IML).

A justificativa para mantê-lo detido, conforme a promotora, é evitar que outras mulheres sejam possíveis vítimas do mesmo crime, já que ele trabalha com transporte de pessoas, além de preservar a integridade física e psíquica da vítima e da família, uma vez que o suspeito sabe onde moram.

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O motorista, que tem 22 anos e está detido desde a madrugada de domingo (23), passou por audiência de custódia na manhã desta terça (25) e a decisão da juíza de liberá-lo ou não deverá sair nas próximas horas.

Em tempo

Após deixar um bar, onde comemorava o aniversário de 21 anos, a vítima se desentendeu com o irmão e decidiu pegar um carro por aplicativo sozinha para voltar para casa no Parque das Primaveras.

Em entrevista exclusiva ao Portal 6, a mãe da garota contou que ligou várias vezes para o celular da filha e desconfiou que alguém estava com o aparelho porque ela não tem o costume de rejeitar ligações.

Segundo a genitora, depois de muita insistência, o motorista atendeu o telefone da jovem e contou que estavam no motel. Alegou, porém, que a relação sexual havia sido consentida.

“Quando cheguei [no motel], achei que ela estava morta. Estava toda machucada, eu tentando acordar ela e não acordava, achei preservativo, foi aquela tristeza. Ela não estava respondendo por si. Estava com perna ferida, roupa rasgada, galo na cabeça e dopada”, relatou.

Somente após várias horas é que a vítima teria se lembrado de como tudo aconteceu, mas o depoimento dela só foi agendado para esta quarta-feira (26), na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM).

“Ela lembra que chegou no motel e disse que queria ir embora e ele não quis deixar sair. Falou que estava fraca e que apanhou. Ela contou ainda que estava com duas gim tônica na mão quando entrou no carro e uma estava aberta. Ele ofereceu balinha e, no momento que aceitou a balinha, colocou a gim aberta no porta copo do carro e depois não viu mais nada”, disse a mãe.

O caso está sendo investigado como violação sexual. O motorista também deverá responder por posse de drogas para consumo, já que no carro dele foram encontrados comprimidos de ecstasy.

https://portal6.com.br/2020/08/24/quero-justica-o-relato-da-mae-que-encontrou-a-filha-nua-e-machucada-em-motel-de-anapolis/

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