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Desconfiada, garçonete brasileira consegue salvar a vida de garotinho torturado nos Estados Unidos

Avatar Gabriella Licia -

Um pedaço de papel, uma caneta e instinto materno. Isso foi tudo que a brasileira Flaviane Carvalho precisou para salvar um garotinho, de 11 anos, que estava sendo torturado pelo padrasto em Orlando, nos Estados Unidos. O caso aconteceu no dia 1° deste mês, mas só foi divulgado na última quarta-feira (14).

A garçonete, que trabalha no Mrs. Potato, concedeu uma entrevista ao portal Banda B e relatou como tudo aconteceu.

Ela contou que a família chegou para jantar e o padrasto, Timothy Wilson II, a mãe e a filha de quatro anos pediram o jantar, mas o filho mais velho não se manifestou.

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Quando as refeições foram servidas, Flaviane decidiu perguntar se estava certa a quantia de pratos, já que faltava um para o garotinho encapuzado e triste.

O padrasto respondeu que sim, que o ‘filho’ preferia comer em casa.

O curto diálogo foi suficiente para a trabalhadora perceber um corte entre as sobrancelhas da criança, além de vários hematomas nos braços e no rosto.

Angustiada, a primeira ideia foi perguntar discretamente se estava tudo bem. Com papel e caneta nas mãos, ela fez um cartaz improvisado indagando o garoto.

Posicionada estrategicamente atrás dos pais, Flaviane ergueu o papel para que somente o garotinho pudesse ler. Ele acenou que sim, mas ela persistiu e novamente o menor recusou ajuda.

Depois das falhas tentativas, a garçonete recorreu à gerente, que também é brasileira. A superior entendeu a situação e elas acionaram a polícia, que constataram que a criança estava completamente machucada, desnutrida e infeliz.

“Quando percebi que tinha algo errado, meu sentimento era que precisava fazer alguma coisa. Eu não posso deixar esse menino sair daqui do mesmo jeito que entrou”, afirmou Flaviane.

Timothy Wilson foi preso de imediato por tortura, e os enteados, de acordo com a polícia, ficaram aliviados com a situação. Já mãe acabou sendo presa cinco dias depois, por negligência. As crianças ficaram sob a responsabilidade do Estado.

“Se ela não tivesse nos acionado, o abuso continuaria acontecendo e em breve ele [o menino] não estaria mais aqui entre nós”, alegou a policial responsável pelo caso, Erin Lawler.

A profissional ainda comentou que esse tipo de denúncia é bastante incomum em Orlando. As pessoas que tomam essas atitudes, geralmente, são familiares ou amigos próximos.

Ressaltou ainda sobre a importância de manifestar e acionar as autoridades responsáveis quando perceber algo semelhante.

Flaviane acabou viralizando nas redes sociais e, agora, é conhecida como ‘heroína’.

“Foi uma mistura de sentimentos. Nervosismo, preocupação, felicidade por ele [o padrasto] ser preso, curiosidade para saber como a criança está”, confessa a garçonete.

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