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Não dá mais para vermos tantas pessoas passando fome

Se faz necessário um conjunto de ações de caráter de urgência e emergência pelos governos, associados à uma forte corrente de solidariedade da sociedade civil organizada

Da Redação Da Redação -

Após o Brasil bater recordes no número de mortos e contaminados, a crise da pandemia acentua outro problema triste que afeta o país há décadas: a fome. A Covid-19 além de tirar a vida de milhares de brasileiros, evidenciou a pobreza do país. A fome está aumentando assustadoramente na população, resultante da alta inflação, aumento do desemprego e redução do valor do auxílio emergencial.

Em 2020, com auxílio emergencial de R$ 600, foi possível minimizar o quadro drástico da fome associado a uma forte corrente de solidariedade, unindo Igrejas, associações, empresas, setor público e a sociedade em prol da arrecadação de alimentos, resultando em ações que ajudaram significativamente a conter a fome dos mais vulneráveis, porém essa corrente precisa continuar até que tenhamos um quadro socioeconômico mais favorável.

A retração das atividades econômicas exigida pela necessidade do isolamento social resultou no aumento de desempregados e subocupados, permitindo o aumento drástico de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Alguma coisa deve ser feita. Dados apontam mais de 100 milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar que não se alimentam com a quantidade e a qualidade que deveriam. Desses, 19 milhões não têm nem o que comer. A pandemia evidencia as desigualdades sociais, étnico-raciais e de gênero e as condições de miséria que estão sujeitas parcelas imensas da população brasileira. Revela também a urgência de políticas públicas e decisões que coloquem no centro a vida e a dignidade humana.

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Diante desse gravíssimo contexto, fazemos um apelo para que os direitos à alimentação sejam respeitados, protegidos e garantidos. Se faz necessário um conjunto de ações de caráter de urgência e emergência pelos governos das três esferas: Federal, Estadual e Municipal, com ações de combate à fome e à miséria associados a uma forte corrente de solidariedade da sociedade civil organizada. Essa crise deixará inúmeras sequelas e ninguém mais poderá jogar a poeira debaixo do tapete. As consequências serão maiores ou menores dependendo da vontade política, sensibilidade dos nossos governantes e de cada um de nós.

Márcio Corrêa é empresário e odontólogo. Preside o Diretório Municipal do MDB em AnápolisEscreve todas as segundas-feiras.

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