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Padre homofóbico vira alvo do MP após ofensa à repórter e marido

Caso ocorreu durante uma missa do último dia 13 de junho que estava sendo transmitida pelas redes sociais

Folhapress Folhapress -
(Foto: Reprodução)

Pablo Rodrigo, do MT – O Ministério Público de Mato Grosso abriu investigação contra o padre Paulo Antônio Müller, da Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Tapurah (a 433 km de Cuiabá), por ofensas homofóbicas e críticas ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.

O caso ocorreu durante uma missa do último dia 13 de junho que estava sendo transmitida pelas redes sociais. O padre chegou a citar o jornalista Erick Rianielli, da TV Globo do Rio de Janeiro, e seu marido.

“Queremos orar para você que é casado na igreja, é noivo, namorado. Vamos pedir a Deus que possamos viver bem esse tempo. A gente faz o namoro, não como a Globo mostrou durante essa semana com dois viados. Um repórter com um viadinho chamado Pedrinho, ridículo”, disse.

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Rianielli havia se declarado ao namorado, Pedro Figueiredo, ao vivo no telejornal Bom Dia RJ, no dia dos namorados (12).

“Meu amor, meu marido, eu te amo. Feliz Dia dos Namorados para nós e para todos os casais apaixonados que estão nos assistindo. Que todos tenham um Dia dos Namorados maravilhoso. Agora, Pedro, vê se faz o jantar para gente, me dá essa força aí”, disse o jornalista durante uma transmissão ao vivo.

O padre ainda disse esperar que os fiéis não tenham o mesmo “pensamento” do jornalista. “Que essa não seja sua cabecinha nem do seu filho nem da sua filha. Pegue a Bíblia e olhe o livro do Gênesis. Deus criou o homem e mulher, concebeu a família para os dois se unirem”, afirmou.

“Que chamem a união de dois viados e duas lésbicas como querem, mas não de casamento, por favor. Isso é falta de respeito com Deus, isso é sacrilégio, blasfêmia. Casamento é coisa bonita e digna”, completou.

A Promotoria de Mato Grosso informou que pretende analisar os fatos e colher os subsídios necessários para adoção de medida judicial cabível.

“O Ministério Público Estadual, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos e Diversidades, repudia qualquer tipo de discurso de ódio. Reitera que as declarações efetuadas pelo padre extrapolaram a liberdade religiosa e que podem até mesmo resultar na propositura de medidas extrajudiciais, de ação civil pública por dano moral coletivo causado à sociedade, bem como ação penal, por eventual crime cometido”, disse por meio de nota.

A Folha tentou entrar em contato com a Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Tapurah-MT, mas não obteve resposta. Já a diocese do município de Diamantino, responsável por Tapurah, informou que o bispo Dom Vital Chitolina estava em viagem e que só ele poderia informar se algum procedimento será adotado.

Depois da repercussão do caso, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Tapurah excluiu a sua página no Facebook.

O jornalista Erick Rianielli não havia se manifestado até a tarde desta quarta-feira. Ele também teria sido vítima de outros ataques homofóbicos em Brasília.

“Recebi alguns relatos sobre um empresário de Brasília que reagiu com homofobia a um vídeo em que eu declarei amor ao meu marido. Agradeço por todas as mensagens de apoio! Sobre o empresário… Acho que nenhum LGBT do DF vai comer mais nas lojas dele”, publicou na última terça-feira (15) em rede social.

 

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