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Em aula de anatomia, estudante de medicina encontra corpo de amigo de infância desaparecido

"Costumávamos ir a clubes juntos. Tinha dois buracos de bala no lado direito do peito dele", contou o jovem

Da Redação Da Redação -
Enya Egbe era estudante de Medicina quando encontrou corpo de amigo na aula de anatomia. (Foto: Arquivo Pessoal)

Imagine se preparar para assistir uma aula e acabar encontrando o corpo de um amigo de infância com dois buracos de bala no peito. Essa foi a situação vivida pelo médico Enya Egbe, de 26 anos, que vive na Nigéria.

O caso ocorreu há sete anos, mas foi divulgado nesta semana em reportagem especial da BBC. Na época, o jovem estava em uma sala de anatomia, na Universidade de Calabar, e descobriu que estava prestes a dissecar o cadáver de Divine.

“Costumávamos ir a clubes juntos. Tinha dois buracos de bala no lado direito do peito dele”, disse o médico em entrevista.

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O amigo do então estudante estava desaparecido. Isso porque ele havia sido detido por agentes de segurança enquanto saía de uma festa e a família não tinha tido mais notícias.

Egbe de imediato mandou mensagem para os parentes do rapaz para contar o que estava acontecendo. Só depois disso é que o corpo foi recuperado e devidamente sepultado.

Um comerciante local apresentou um depoimento por escrito à Justiça do Estado de Enugu afirmando ter sido obrigado a ajudar os policiais a se livrarem de corpos de pessoas torturadas e executadas no país.

Na região Sudeste da Nigéria, necrotérios de hospitais particulares pararam de aceitar os cadáveres de supostos criminosos, uma vez que quase nunca eles eram identificados pelos agentes.

Como os necrotérios públicos podem fazer doações para escolas de Medicina, alguns parentes nunca ficam sabendo do paradeiro de pessoas desaparecidas.

Agora, a associação de anatomistas da Nigéria está lutando para que a Lei seja mudada, de maneira que todos os corpos doados tenham histórico completo e consentimento da família.

Por causa de toda a situação, o médico precisou abandonar os estudos por várias semanas e só conseguiu se formar um ano depois dos colegas de turma.

Já a família de Divine fez com que oficiais envolvidos na morte dele fossem obrigados a deixar de desempenhar as atividades policiais.

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