Preso advogado goiano que decapitou cachorros e deixou na porta da casa da madrasta

Apuração dos novos fatos será encaminhada ao Judiciário e a tramitação vai ocorrer em conjunto com o crime de maus-tratos a animais

Karina Ribeiro -
Imagens de cachorros que foram decapitados em Formosa. (Foto: Divulgação/PC)

Um caso envolvendo crueldade com animais, ameaças e a briga por bens patrimoniais, por fim, teve um desfecho.

O advogado, de 30 anos, suspeito de decapitar uma cachorra e quatro filhotes na zona rural de Formosa, cidade goiana no Entorno do Distrito Federal, foi preso pela Polícia Civil na quarta-feira (17).

Com o mandato de busca e apreensão, foi encontrado um arsenal tanto na fazenda do município goiano quanto em Curitiba (PR), onde o investigado também tem residência.

Ao todo, são sete armas de fogo e centenas de munições. Inclusive, dentre as armas havia uma de uso restrito, o que fez com que ocorresse a prisão em flagrante.

A apuração desses novos fatos será encaminhada ao Judiciário e a tramitação vai ocorrer em conjunto com o crime de maus-tratos a animais.

As diligências foram cumpridas na presença de representantes da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), como determina a lei, já que o investigado é advogado.

Entenda o caso

O crime ocorreu em março deste ano. O advogado é o principal suspeito de ter decapitado uma cadela e outros quatro filhotes que moravam na casa, à época, do recém-falecido pai.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Paulo Henrique Ferreira, o investigado teria ido à fazenda, recolhido os animais, cortado a cabeça deles e as deixado em frente à casa da madrasta, localizada na cidade.

Tudo isso teria sido feito para tentar coagir a mulher, que era muito ligada aos animais, por conta da partilha dos bens patrimoniais deixado pelo pai que tinha falecido recentemente.

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