Explosão de caminhão-tanque deixa ao menos 50 mortos no Haiti

Foi decretado três dias de luto nacional em todo o território em memória das vítimas da tragédia

Folhapress -
Caminhão-tanque com gasolina explodiu na noite de segunda (14), no Haiti. Twitter / @shandouhjunior / Reprodução

GUARULHOS, SP (FOLHAPRESS) – A explosão de um caminhão-tanque em Cap-Haitien, segunda maior cidade do Haiti, na madrugada desta terça (14) deixou ao menos 50 pessoas mortas, de acordo com a avaliação parcial das autoridades. O acidente ocorre quatro meses após um terremoto deixar mais de 2.000 mortos e fragilizar a situação socioeconômica do país caribenho.

Ao jornal local Le Nouvelliste, um membro da comissão municipal de Cap-Haitien informou que moradores procuravam coletar combustível após o caminhão sofrer um acidente ao tentar desviar de uma motocicleta, o que pode ter aumentado o número de mortos e feridos no momento em que houve a explosão.

Bombeiros relataram que, entre os corpos parcialmente carbonizados no local, estavam muitas mulheres e crianças, ainda que o número seja incerto. “Estamos longe de fazer um balanço, porque deve haver muitos mortos dentro das casas que foram queimadas”, afirmou um dos oficiais ao Le Nouvelliste.

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O premiê Ariel Henry, que também chefia o governo de transição do país após o assassinato do presidente Jovenel Moïse, decretou três dias de luto nacional em todo o território em memória das vítimas da tragédia. Informou, ainda, que hospitais de campanha estão sendo providenciados para cuidar dos feridos.

“Fiquei sabendo, com desolação, da triste notícia da explosão em Cap-Haitien (…) Em nome de meu governo e de toda a população haitiana, incluindo a diáspora, apresento minhas sinceras condolências aos familiares das vítimas, bem como a todos aqueles direta ou indiretamente afetados por este drama”, escreveu Henry no Twitter.

Haitianos fizeram postagens nas redes sociais descrevendo a situação no local como caótica. O jornalista Frantz Duval, editor-chefe do Le Nouvelliste, disse que os hospitais locais precisam de reforço urgente, em especial remédios e médicos para atender àqueles que sofreram queimaduras.

O Haiti, país mais pobre da América Latina, enfrenta escassez de combustíveis, em especial devido ao bloqueio que gangues locais têm organizado nas estradas que levam aos postos de petróleo. Hospitais, inclusive aqueles administrados pela ONG internacional Médicos Sem Fronteiras, já denunciaram a situação, descrita como calamitosa.

O hospital Justinien, para o qual foram levados dezenas de feridos após a explosão desta terça, está sobrecarregado. À agência de notícias AFP, uma enfermeira do local disse que não há meios para atender a todos os que chegam com queimaduras graves. “Temo que não vamos poder salvar todos”, disse.

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