Presidente da Ucrânia fala com Biden e se reúne com Conselho de Segurança

Volodymyr ainda afirmou que uma reunião com o primeiro-ministro britânico deve acontecer em breve

Folhapress Folhapress -
Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Foto: Flickr)

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que conversou com o presidente dos EUA, Joe Biden, sobre os eventos das últimas horas relacionados ao país e a Rússia. Nesta segunda-feira (21), o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu a independência de duas regiões separatistas no leste da Ucrânia.

Em uma publicação no Twitter após o discurso televisionado de Putin, Zelensky informou que convocou uma reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional do país.

O presidente ucraniano disse, ainda, que uma reunião com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deve acontecer em breve.

“Discutimos os eventos das últimas horas com @POTUS. Começamos a reunião do Conselho de Segurança e Defesa Nacional. Uma conversa com @BorisJohnson também está planejada”, tuitou Zelensky.

Antes, Zelensky já havia falado, com urgência, com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz. Segundo o ucraniano, a ligação foi feita após declarações feitas por Putin durante uma longa reunião do Conselho de Segurança da Rússia.

RÚSSIA RECONHECE INDEPENDÊNCIA DE REGIÕES SEPARATISTAS DA UCRÂNIA

O presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu nesta segunda-feira a independência de duas regiões separatistas no leste da Ucrânia. A decisão, porém, não prevê anexá-las e adicioná-las formalmente a seu próprio território.

Após um longo pronunciamento, Putin assinou decretos reconhecendo a República Popular de Donetsk e a República Popular de Lugansk, e determinando “acordos de amizade e ajuda mútua”. A cerimônia foi transmitida pela televisão estatal.

O presidente russo também pediu à Ucrânia que cesse imediatamente as “operações militares” contra os separatistas pró-Rússia. Caso contrário, o país será responsabilizado “por mais derramamento de sangue”.

“Quanto àqueles que tomaram o poder em Kiev e o mantém, exigimos que cessem imediatamente as operações militares, caso contrário, toda a responsabilidade por mais derramamento de sangue recairá sobre a consciência do regime em território ucraniano”, disse ele ao final do discurso.

A decisão agrava a crise entre Rússia e Ucrânia. Também põe fim ao instável processo de paz mediado pela França e a Alemanha, que previa a devolução dos territórios ao controle de Kiev em troca de ampla autonomia.

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