Desemprego cresce em Goiás nos primeiros três meses de 2022

Aumento na taxa de desocupados foi de 0,2% em relação ao último trimestre do ano passado, mas houve queda no índice na comparação com o mesmo período de 2021

Rafael Tomazeti -
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Auxílio desemprego deve ser pago para trabalhadores com carteira assinada demitidos sem justa causa. (Foto: Rodrigo Estrela/Prefeitura de Aparecida de Goiânia)

A taxa de desemprego teve ligeira alta em Goiás no primeiro trimestre de 2022. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado tem 8,9% da população desocupada.

No último trimestre de 2021, o índice estava em 8,7%. Houve, portanto, aumento de 0,2% nos três meses mais recentes. Conforme o IBGE, cerca de 343 mil goianos estão sem trabalho.

Com o ajuste sazonal, no entanto, a taxa de desemprego de Goiás fica abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, quando estava em 13,9%. De lá para cá, houve queda de 36% no contingente de desocupados, com 162 mil pessoas entrando no mercado de trabalho.

Para efeito de comparação, o índice nacional de desocupação é de 11,1%. São 11,9 milhões de brasileiros sem emprego, de acordo com o IBGE.

Goiás é o sétimo estado com a menor taxa de desemprego do Goiás. São 3,9 milhões de pessoas com trabalho no estado no primeiro trimestre de 2022.

Informalidade ainda alta e renda em queda

A taxa de informalidade passou de 41%, no quarto trimestre de 2021, para 39,8% no primeiro trimestre de 2022, o que representa queda de 14 mil pessoas.

O número de trabalhadores do setor privado com carteira assinada apresentou variação positiva de 4,9% no primeiro trimestre deste ano em Goiás, saindo de 1,2 milhão para 1,3 milhão.

Conforme o IBGE, os empregados do setor privado sem carteira assinada chegam a 506 mil; os trabalhadores domésticos com carteira são 77 mil e os sem carteira, 185 mil.

Chama atenção também a queda na renda dos goianos. Neste mesmo período do ano passado, o trabalhador ganhava, em média, R$ 2.538 no estado. Em 2022, os vencimentos médios passaram para R$ 2.477. Há três anos, no primeiro trimestre de 2019, o rendimento médio era de R$ 2.625.

Na comparação com o último trimestre de 2021, no entanto, houve leve acréscimo, uma vez que o indicador era de R$ 2.466.

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