Milhares protestam em Washington contra violência com armas de fogo

Últimos atentados colocaram pressão no debate em andamento no país sobre a violência armada

Folhapress -
Estudo confirma recorde no número de homicídios por armas de fogo nos EUA (Foto: Flickr)

AFP – REUTERS
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) – Milhares de manifestantes se reuniram em Washington neste sábado (11) para pedir aos parlamentares que aprovem leis destinadas a conter a violência gerada por armas de fogo. Os protestos acontecem após o massacre do mês passado em uma escola do Texas, no qual 19 crianças morreram.

Além da capital dos Estados Unidos, o March for Our Lives (MFOL), um grupo fundado por estudantes sobreviventes do atentado de 2018 em uma escola secundária de Parkland, na Flórida, planejou mais de 450 manifestações para sábado, incluindo Nova York, Los Angeles e Chicago.

Em Washington, as pessoas se reuniram junto ao grande obelisco da cidade. Milhares de vasos com flores brancas e alaranjadas foram instalados no gramado da área, representando o aumento da violência no país desde 2020, ano em que 45.222 pessoas foram mortas com armas de fogo, segundo a Giffords, associação que planejou o memorial.

O presidente Joe Biden, que no início deste mês pediu ao Congresso que proíba armas de assalto, seja mais criterioso na verificação de antecedentes criminais e implemente outras medidas de controle de armas, disse que apoia os protestos.

“Hoje, jovens de todo o país marcham mais uma vez com @AMarch4OurLives para pedir ao Congresso que aprove uma legislação de segurança de armas de bom senso apoiada pela maioria dos americanos e proprietários de armas”, escreveu Biden em um post no Twitter. “Eu me junto a eles repetindo meu apelo ao Congresso: faça alguma coisa.”

O evento em Washington tem uma mensagem simples para os líderes políticos, de acordo com os organizadores: sua inação está matando americanos. “Não permitiremos mais que você fique sentado enquanto as pessoas continuam a morrer”, disse Trevon Bosley, membro do conselho da MFOL, em comunicado por e-mail.

No fim de maio, um estudante do ensino médio de 18 anos matou 19 alunos e dois professores depois de invadir uma escola primária em Uvalde, no Texas, perto da fronteira mexicana, com um fuzil de assalto semiautomático. Alguns dias antes, um supremacista branco da mesma idade havia assassinado dez negros em Buffalo, no nordeste dos Estados Unidos.

Os últimos atentados colocaram pressão no debate em andamento no país sobre a violência armada, embora as perspectivas para a legislação federal permaneçam incertas.

Nas últimas semanas, um grupo bipartidário de negociadores do Senado prometeu chegar a um acordo, embora ainda não tenham atingido um consenso. Seus esforços, contudo, estão focado em mudanças relativamente modestas, como incentivar os estados a aprovar leis permitindo que as autoridades não libere armas para indivíduos considerados perigosos.

A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, controlada pelos democratas, aprovou na quarta-feira (8) um conjunto abrangente de medidas de segurança de armas, mas a legislação não tem chance de avançar no Senado, onde os republicanos se opuseram aos limites por infringirem o direito de portar armas da Segunda Emenda da Constituição do país.

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