“Não teria essa coragem”, diz Wolmir Amado sobre presença de Caiado em igrejas e eventos religiosos

Ao Portal 6, pré-candidato ao Governo Estadual do PT também deu detalhes sobre a busca por alianças nas eleições deste ano

Emilly Viana -
Wolmir Amado foi sabatinado pelo Portal 6 nesta quarta-feira (29). (Foto: Reprodução / Portal 6)

Pré-candidato ao Governo de Goiás pelo PT, Wolmir Amado criticou o que considera a instrumentalização das igrejas por parte do governador Ronaldo Caiado (UB).

“Me sinto muito constrangido com o uso da romaria de Trindade, por exemplo. Tenho minha história e respeito muito a igreja que participo e as demais instituições religiosas, mas não teria essa coragem e ostensividade para utilizar a comunidade de fé”, afirma em sabatina realizada pelo Portal 6 com postulantes aos cargos majoritários.

O petista, que é ex-reitor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), também detalhou o diálogo por alianças nas eleições deste ano. Ele aponta que, por vezes, houve choque entre o cenário local e nacional.

“Temos novidade neste ano, com a questão das federações. Em abril, PT, PCdoB e PV se uniram nesse projeto, que afeta os partidos localmente, mas não significa que o PT não tenha seu nome e pré-candidatura para chapa majoritária no estado”, enfatiza.

Outra questão que embaralhou a conjuntura em Goiás é o surgimento de uma frente ampla contra o bolsonarismo. “O próprio ex-presidente Lula liderou essa frente, com a chegada do Alckmim e a presença do PSB. Foi pensado uma parceria semelhante em Goiás, porém por ações adversas José Eliton veio a retirar o nome”, conta.

Quanto à parceria com o PSDB, o pré-candidato argumenta que a união é pouco provável devido à disputa pela presidência. “A condição para dividir palanque é apoiar Lula e essa é a dificuldade com o PSDB. Antes a sigla estava com Eduardo Leite, depois com João Dória e mais recentemente com a Simone Tebet, do MDB, que enfrenta resistência no estado pois o partido dela está com Caiado”, analisa.

Apesar disso, o ex-reitor não descarta a junção de propostas. “Se puder abrir um leque de alianças maior, faremos. Se não, nós vamos para frente com o próprio partido e a federação”, conclui.

Sobre os índices de rejeição do PT frente ao eleitorado, Wolmir Amado acredita que o pior cenário já foi contornado e que a trajetória da legenda conquistou uma credibilidade com os votantes. “Atualmente temos 63 mil filiados e somos o segundo maior partido com presença no interior. A sigla já traz consigo uma história, e expressa a visão o modo de ver social, político e econômico dos trabalhadores”, declara.

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