Vereador que bateu em bombeiro militar é preso em Niquelândia

Parlamentar, que tentou dar carteirada em hospital, estava visivelmente bêbado

Karina Ribeiro -
Vereador de Abadiânia, Ilvaney Pereira da Silva (PROS). (Foto: Reprodução)

Atualizada às 09h16

O vereador de Abadiânia, Ilvaney Pereira da Silva (PROS), foi preso na noite da última terça-feira (12) suspeito de agredir um bombeiro dentro do hospital de Niquelândia. Ele foi filmado, com fortes sinais de embriaguez, na Avenida Bernardo Sayão, via localizada na entrada da cidade.

O Portal 6 apurou que os bombeiros foram chamados para deterem um homem que estava pulando na frente dos carros e também jogando pedra em outros veículos. Ao se depararem com a situação, a equipe tentou conduzi-lo ao hospital, momento em que o vereador revelou a identidade.

Um vídeo, inclusive, mostra Ilvaney com dificuldades para andar poucos metros, além de apresentar a fala arrastada. Conforme um bombeiro de Anápolis que se desloca para trabalhar em Niquelândia, ele apresentou a  carteira de parlamentar e disse que estava a caminho do Lago Serra da Mesa, onde teria um rancho.

A distância entre Abadiânia e Niquelândia é de 236 km. Nesse momento, o relógio já ia bater 22h.

Conforme o militar, durante a ocorrência, Ilvaney negou ajuda hospitalar e insistiu em continuar o trajeto até o rancho.

“Nesse momento a Polícia Militar chegou e foi conduzi-lo pra delegacia. Ai ele mudou de ideia e resolveu ir para o hospital”, explicou. Agressivo, não só desacatou como ameaçou demitir os integrantes das equipes.

Na unidade de saúde não foi diferente. Ele conta que o vereador se exaltou no hospital antes e durante o atendimento médico, ao ponto de agredir um militar – quando foi dado voz de prisão.

O parlamentar foi autuado por desacato, ameaça e lesão corporal.

O Portal 6 entrou em contato diversas vezes, por telefone, com a Câmara Municipal de Abadiânia, mas não foi atendido.

Em um vídeo, a advogada do vereador, Isabela Gontijo Vidal Costa Alves, afirma que Ilvaney estava em um surto depressivo, já que faz acompanhamento psiquiátrico e há anos e ingere medicamentos de tarja preta. No dia do fato, conforme ela, teria ingerido bebidas alcóolicas. “Ele estava fora de si e não respondia por seus atos”, explica.

Conforme a advogada, o vereador recusou atendimento médico e precisou ser conduzido à delegacia, onde continuou por algumas horas com os sintomas do surto. No dia seguinte, prestou novo depoimento. Ele está respondendo em liberdade, após pagamento de fiança.

 

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