Especialistas apontam “falta de união” como causa de declínio econômico em Anápolis

Profissionais discutiram problemas econômicos no municipio, durante debate promovido pelo Portal 6 em parceria com os Estúdios Sigma

Thiago Alonso Thiago Alonso -
Último dia de debate tem presença de Marcelo José Moreira e Anastacios Dagios. (Foto: Elvis Diovany)

No último dia do Painel de Discussões para discutir o futuro de Anápolis, o Portal 6, em parceria com os Estúdios Sigmas, recebeu especialistas para comentar o desenvolvimento econômico da cidade, de forma a serem utilizadas estratégias para um crescimento sustentável.

Desta vez, participaram do debate o professor Marcelo José Moreira e o empresário Anastacios Dagios, que possuem conhecimento no aspecto financeiro e institucional da terceira maior cidade de Goiás.

Entre os aspectos discutidos, a falta de “densidade” e “coesão social” foram alguns dos pontos afirmados por Marcelo José Moreira, que defendeu um diálogo interno no município.

“Precisamos de coesão social, qualidade nas lideranças e uma percepção crítica a respeito da realidade do local, com estabilidade política e institucional”, disse o profissional.

Anastacios também ponderou sobre o assunto, citando-o como uma das principais causas do declínio da cidade.

“Anápolis não tem união municipal e estadual. Esse diálogo morreu, não existe”, destacou.

Além disso, o empresário criticou a falta de empregos bem remunerados, frente a uma estrutura que, muitas vezes, não é valorizada como deveria.

“Precisamos criar empregos de maior remuneração, maior infraestrutura. Nós não temos empregos bem remunerados, Anápolis tem um dos piores salários médios”.

O que é o desenvolvimento?

Para Marcelo, o principal ponto que evidencia um desenvolvimento econômico, hoje, é uma melhoria no bem-estar da população.

“Desenvolvimento socioeconômico sustentável tende a dar opções ao morador, bem-estar”, disse.

O profissional ainda destacou a importância de realizar projetos de desenvolvimento junto a organizações que estão à disposição do município.

“O desenvolvimento econômico, se não for puxado por estruturas avançadas, ao menos tem que conversar com as estruturas que nós temos”, realçou.

Para isso, Anastacios idealizou se inspirar em projetos de outros locais, mesmo que internacionais, como os dos Estados Unidos, que, para ele, são “economicamente livres de burocracias”.

“Não é vergonha copiar dos outros, é vergonha copiar errado”, enfatizou.

O empresário também relembrou os “tempos de ouro” de Anápolis, e brincou: “nós já fomos bons, mas se não nos mexermos, vamos ficar para trás”.

O segredo do desenvolvimento

Em um consenso, ambos evidenciaram o poder da população sobre o governo.

Anastacios, por exemplo, relembrou a ‘mania’ que as pessoas têm de “aplaudir discursos bonitos, mas não cobrarem quando não são feitos”.

“Nós temos que ser mais críticos, cobrar mais. O diagnóstico nós já fizemos, falta indução por parte do governo”, disse.

Já Marcelo relembrou que é preciso romper com os chamados “ambientes institucionais”, extrapolando os interesses individuais.

“Precisamos participar ativamente da vida do município e fazer as cobranças devidas a quem deve responder por elas”, completou o professor.

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