Celular de corretora morta em Caldas Novas é encontrado durante reconstituição do crime

Localização do aparelho, confirmada pela irmã da vítima, reforça tese de que síndico tentou ocultar provas digitais logo após o crime

Samuel Samuel Leão -
Polícia dá novo passo em investigação sobre desaparecimento de corretora em Caldas Novas
Corretora de imóveis Daiane Alves de Souza está desaparecida desde 17 de dezembro. (Foto: Reprodução)

Um novo desdobramento marcou a reconstituição da morte da corretora Daiane Alves, realizada na última sexta-feira (30), em Caldas Novas. Durante os testes técnicos de balística e a reprodução simulada dos fatos, os peritos localizaram o celular da vítima escondido dentro da caixa de esgoto do condomínio.

O smartphone estava submerso desde o dia 17 de dezembro, data em que Daiane desapareceu.

Em entrevista ao portal Mais Goiás, a irmã da vítima, Fernanda Alves Souza, confirmou que o dispositivo foi recolhido e já seguiu para análise laboratorial.

Para os investigadores que acompanham o caso, o local escolhido para o descarte do aparelho é um forte indício de que o autor confesso, o síndico do prédio, agiu para destruir evidências e dificultar a investigação.

A descoberta coloca em xeque o depoimento do síndico, que anteriormente afirmou que o homicídio teria sido resultado de uma discussão isolada no subsolo.

O esforço para “sepultar” o celular no sistema de esgoto reforça a suspeita de fraude processual e indica que o conteúdo do aparelho era considerado uma ameaça direta à versão do criminoso.

Agora, o smartphone passa a ser a peça central do inquérito. A perícia de alta complexidade tentará recuperar dados mesmo após o tempo que o aparelho passou submerso.

A polícia quer confirmar se Daiane foi atraída para uma emboscada premeditada, uma vez que a energia do apartamento dela foi cortada pouco antes de ela descer ao subsolo para verificar os disjuntores.

Como a corretora tinha o costume de filmar irregularidades no edifício e registrar confrontos com a administração, existe a possibilidade real de que ela tenha iniciado uma gravação ao perceber a movimentação estranha no prédio.

O material será determinante para detalhar a dinâmica exata do assassinato e verificar se houve a participação de outras pessoas na ocultação do corpo ou na limpeza da cena do crime.

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Samuel

Samuel Leão

Jornalista formado pela Universidade Federal de Goiás, com passagens por veículos como Tribuna do Planalto e Diário do Estado. Mestre em Territórios e Expressões Culturais no Cerrado pela Universidade Estadual de Goiás. No Portal 6 foi repórter e editor da coluna Rápidas.

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