Não é falta de higiene: a ciência explica a origem do chamado “cheiro de idoso”

Estudos mostram que o odor corporal associado ao envelhecimento tem causas biológicas naturais e não está ligado à falta de banho ou descuido pessoal

Isabella Valverde Isabella Valverde -
Pesquisa mostra de onde vem o cheiro de idoso
(Foto: Reprodução/Freepik)

O chamado “cheiro de idoso” é um tema cercado por estigmas, mas a ciência explica que sua origem está ligada a processos naturais do envelhecimento humano. Pesquisadores apontam que o odor não tem relação direta com higiene inadequada.

Estudos em bioquímica e dermatologia indicam que, com o passar dos anos, o corpo passa por mudanças hormonais e metabólicas que alteram a composição da pele. Essas transformações influenciam a forma como certos compostos químicos são produzidos e liberados.

O que a ciência identifica como causa do odor

Segundo pesquisas realizadas no Japão e publicadas em revistas científicas de química e envelhecimento, o odor característico está associado a uma substância chamada 2-nonenal. Esse composto surge a partir da oxidação de ácidos graxos presentes na pele.

Com o envelhecimento, a capacidade antioxidante do organismo diminui, favorecendo a formação desse composto. Além disso, a produção de sebo muda, criando um ambiente propício para a liberação do 2-nonenal.

Diferentemente de outros odores corporais, essa substância não é facilmente eliminada apenas com banho comum. Por isso, mesmo pessoas com hábitos rigorosos de higiene podem apresentar o odor ao longo do tempo.

Envelhecimento, metabolismo e fatores externos

Especialistas explicam que fatores como alimentação, estresse, uso de medicamentos e exposição ao sol podem intensificar o cheiro associado ao envelhecimento. Ainda assim, o processo é considerado natural e previsível.

A ciência também destaca que o odor tende a surgir de forma mais perceptível após os 40 ou 50 anos, acompanhando as mudanças fisiológicas do corpo. Isso não significa perda de cuidado pessoal ou negligência com a saúde.

Pesquisadores reforçam que compreender a origem do fenômeno ajuda a reduzir preconceitos e estigmas associados ao envelhecimento. O cheiro não é sinal de doença, mas resultado de processos químicos normais do organismo.

Com informação adequada, especialistas defendem uma abordagem mais respeitosa e consciente sobre o tema, especialmente em uma sociedade que envelhece de forma acelerada.

Siga o Portal 6 no Google News e fique por dentro de tudo!

Isabella Valverde

Isabella Valverde

Jornalista formada pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás, com passagens por veículos como a TV Anhanguera, afiliada da TV Globo no estado. É editora do Portal 6 e especialista em SEO e mídias sociais, atuando na integração entre jornalismo de qualidade e estratégias digitais para ampliar o alcance e o engajamento das notícias.

Você tem WhatsApp ou Telegram? É só entrar em um dos grupos do Portal 6 para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens. Basta clicar aqui e escolher.

+ Notícias