Tutor acusa hotel pet em Brasília de usar coleira de choque em seu cachorro

Valente conta que percebeu a coleira, que também tem entre as funções vibração e som, além de choque, quando foi buscar o animal

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Tutor acusa hotel pet em Brasília de usar coleira de choque em seu cachorro
(Foto: Reprodução)

LEONARDO GUANDELINE

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O representante comercial Gabriel Valente, 30, acusou o hotel para pets Cão Anjo, em Brasília, de maus-tratos contra o seu cachorro, Jorge.

Tutor diz que o estabelecimento utilizou uma coleira eletrônica de choque no cão sem o seu conhecimento, autorização ou previsão contratual. Jorge, um border collie, esteve no hotel entre os dias 23 e 26 de abril.

Valente conta que percebeu a coleira, que também tem entre as funções vibração e som, além de choque, quando foi buscar o animal. O cachorro foi resgatado ainda bebê após um histórico pregresso de violência. De lá para cá, ele teve de passar por um processo de adestramento, por conta de traumas e da ansiedade, e hoje é um animal dócil.

“Quando cheguei ao hotel, já percebi que o Jorge estava com uma coleira diferente. Falei para a funcionária do hotel buscar a coleira e as coisas dele e fomos para casa. Chegando lá, vi que essa coleira, que é proibida no Brasil, inclusive, tinha dois pinos e dava choque. Questionei o estabelecimento, que disse que eles colocaram o equipamento porque o Jorge latiu. Mas eles sabiam do histórico dele, e em nenhum momento nós, eu e minha esposa, autorizamos a utilização dessa coleira”, disse Gabriel Valente, representante comercial.

Segundo o tutor, Jorge ficou bastante quieto e dormiu além do normal nos dois primeiros dias após a volta do hotel para pets. O animal agora se recupera aos poucos da estadia, disse Valente.

Além de denúncias no Conselho Regional de Medicina Veterinária e no Procon locais, o representante comercial também abriu um boletim de ocorrência na Polícia Civil contra o hotel, por maus-tratos a animais. Ele levará hoje à delegacia a coleira, para trabalhos periciais.

Em nota, o escritório Miranda Advocacia Especializada, que representa o Hotel Cão Anjo, nega as acusações. Os defensores enfatizam que não houve contato prévio por parte dos tutores com o estabelecimento (que só teria tomado ciência das denúncias pela internet) e acrescentam que seu cliente “possui registros que demonstram a normalidade da estadia do animal, em ambiente seguro e supervisionado”. Os advogados acrescentam que tomarão “todas as medidas jurídicas cabíveis”, “diante da gravidade das acusações e dos prejuízos causados” pela exposição do hotel para pets nas redes sociais.

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